COP26: Mais de 70 países se comprometem a abandonar o uso de carvão

Carvão é o combustível fóssil mais prejudicial ao meio ambiente. Atualmente, é responsável pela geração de 37% da eletricidade no mundo.


Ondas de fumaça e vapor da Central Elétrica de Belchatow, a maior usina termoelétrica a carvão da Europa, perto de Belchatow, na Polônia, em 8 de novembro de 2018.  — Foto: Kacper Pempel/Reuters
Ondas de fumaça e vapor da Central Elétrica de Belchatow, a maior usina termoelétrica a carvão da Europa, perto de Belchatow, na Polônia, em 8 de novembro de 2018. — Foto: Kacper Pempel/Reuters

Por G1

O presidente da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), Alok Sharma, disse nesta quinta-feira (4) que 77 países assinaram um acordo de transição do carvão para energias limpas.

Atualmente, o carvão é responsável pela geração de 37% da eletricidade no mundo. Seu uso é apontado como a principal fonte dos gases de efeito estufa.

Sharma disse que já vislumbra o fim do uso do carvão como fonte de energia para a humanidade, mas ressaltou que é preciso que todos trabalhem juntos para atingir esse objetivo.

A previsão é eliminar o uso do carvão nas economias mais ricas em 2030 e, em 2040, nas mais pobres.

Os principais países consumidores de carvão, incluindo Polônia, Vietnã e Chile, estão entre os que assumiram o compromisso. China e Estados Unidos, os dois principais poluidores do mundo, ficaram de fora, por enquanto.

Dezenas de organizações também assinaram a promessa, com vários bancos importantes concordando em parar de financiar a indústria do carvão.

Combustíveis fósseis

Também nesta quinta-feira, Estados Unidos, Canadá e 18 outros países se comprometeram a interromper o financiamento público de projetos de combustíveis fósseis até o final de 2022 e direcionar seus gastos para energia limpa.

Ao cobrir todos os combustíveis fósseis, incluindo petróleo e gás, o acordo vai além da promessa feita pelos países do G20 neste ano de suspender o financiamento externo apenas para carvão.

Os ativistas chamaram o compromisso de um passo “histórico” para fechar as torneiras de financiamento para projetos de combustíveis fósseis. Mas não incluiu os principais países asiáticos responsáveis ​​pela maior parte desse financiamento no exterior.

Os 20 países que assinaram o compromisso incluem Dinamarca, Itália, Finlândia, Costa Rica, Etiópia, Gâmbia, Nova Zelândia e Ilhas Marshall, além de cinco instituições de desenvolvimento, incluindo o Banco Europeu de Investimento e o Banco de Desenvolvimento da África Oriental.

“Está chegando o momento em que estamos devolvendo o carvão aos livros de história”, disse Alok Sharma, presidente da COP26.

“Precisamos colocar o financiamento público do lado certo da história”, disse, por sua vez, o secretário de Estado de Negócios do Reino Unido, Greg Hands.

Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/cop-26/noticia/2021/11/04/cop26-paises.ghtml