Motoristas cariocas temem caos no trânsito com a chegada dos chefes de Estado para a Rio+20

Acostumados aos engarrafamentos que diariamente afetam o Rio de Janeiro, os motoristas que circulam pela cidade dizem que sentiram pouco impacto da Rio+20 no trânsito, nesses primeiros três dias do evento. A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio) tampouco registrou qualquer engarrafamento anormal na cidade.

Os motoristas entrevistados pela Agência Brasil temem, no entanto, que a situação piore na próxima semana, quando chegam à cidade mais de 100 chefes de Estado e Governo. Além dos deslocamentos do aeroporto para os hotéis, estão previstos traslados diários entre os hotéis e o Riocentro, onde ocorrerá a Reunião de Cúpula da Rio+20.

O taxista Eduardo de Aguiar disse ter sofrido apenas problemas pontuais em locais de grandes eventos, como o Forte de Copacabana, onde acontece o Humanidade 2012, que inclui exposições artísticas e mesas de discussão sobre desenvolvimento sustentável.

“Eu só enfrentei um engarrafamento. Mas depois que os batedores [que acompanham os comboios de autoridades] passaram por ali, o trânsito passou a fluir normalmente”, disse.

A própria prefeitura também prevê transtorno no trânsito, na próxima semana, já que vias serão fechadas para a passagem dos comboios internacionais, faixas reversíveis serão canceladas e uma faixa exclusiva para tráfego dos chefes de Estado será criada na Linha Vermelha, principal via de ligação da Baixada Fluminense com o aeroporto e o centro do Rio de Janeiro.

“O trânsito do Rio já está ficando complicado. Com esses eventos, ficará mais difícil ainda dirigir pela cidade. Vai ter mais gente, o que deve aumentar a procura por táxis, mas, em compensação, vamos ter que enfrentar esses engarrafamentos”, disse o taxista Carlos Eduardo Machado.

Valter Almeida, motorista da Linha 341, que liga o centro da cidade à Jacarepaguá, bairro onde fica o Riocentro, disse que ainda não sentiu os impactos no trânsito, mas acredita que o trânsito “ficará um caos” na semana que vem. “A Avenida Ayrton Senna [que passa próxima ao Riocentro] e o entorno do Riocentro devem ficar bastante complicados”, disse.

Já o taxista Geraldo Galvão, de outro lado, diz que o problema não é a Rio+20, mas as obras que estão sendo executadas na cidade, por conta da preparação para a Copa do Mundo de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos* Rio 2016.

Acompanhe a cobertura multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na Rio+20.

Edição: Davi Oliveira

*O International Paralympic Committee (Comitê Paralímpico Internacional) pediu ao governo brasileiro que se adequasse a uma convenção internacional sobre o assunto e passasse a usar a grafia paralímpico, em vez de paraolímpico. Com isso, o nome do Comitê Paraolímpico Brasileiro (que tem o mesmo status do Comitê Olímpico Brasileiro – COB) foi alterado para Comitê Paralímpico Brasileiro. A mudança foi feita em novembro de 2011.

Fonte: Agência Brasil

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