Vazamento de CO2 no Canadá em janeiro não estava ligado a projeto de CCS, diz estudo

Ao que tudo indica, o projeto de captura e armazenamento de carbono (CCS) de Saskatchewan, no Canadá, o maior do gênero no mundo, não foi responsável pela contaminação que atingiu no começo do ano uma fazenda, provocando a morte de diversos animais. Pelo menos é o que aponta um estudo do Centro Internacional para Avaliação de Desempenho de Armazenamento Geológico de CO2 (IPAC-CO2).

O vazamento de gases potencialmente tóxicos foi percebido pelo fazendeiro Cameron Kerr em janeiro e logo se imaginou que a culpa era do projeto de CCS, que fica localizado não muito distante da propriedade.

Porém, de acordo com Stuart Gilfillan, da Universidade de Edimburgo, que participou da investigação, é possível perceber que o CO2 vazado não é do projeto. Segundo o pesquisador, as amostras coletadas na fazenda possuem níveis normais de hélio, enquanto o gás armazenado da usina de Boundary Dam apresenta alta concentração de hélio.

A tecnologia de CCS encontra obstáculos justamente por ainda não existirem muitos estudos sobre os impactos de se armazenar toneladas de gases no subsolo e as consequências em caso de vazamento.

Além disso, muitos acreditam que a tecnologia só serve para prolongar a era dos combustíveis fósseis e que o ideal seria investir diretamente em renováveis.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

Vazamento de CO2 no Canadá em janeiro não estava ligado a projeto de CCS, diz estudo

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