Natureza que luta para sobreviver em meio ao caos

Apesar da poluição, complexo Lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá abriga um impressionante corredor biológico

São Sebastião do Rio de Janeiro. Foto : Divulgação

O embarque na pequena chalana é em frente à Ilha Primeira, umas das dezenas que fazem parte do complexo lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, Zona Oeste. Logo, o corredor biológico impressiona os visitantes: várias espécies de aves, mamíferos, peixes e crustáceos estão abrigadas num imenso manguezal. Mas o ecossistema é ameaçado por problemas ambientais como a poluição, o crescimento habitacional vertiginoso, a caça e captura de animais silvestres.

“O mais impressionante é observar como a fauna e a flora acabam se adaptando às adversidades”, constata o ambientalista Wandinho Reis, do EcoBarratur (www.ecobarratur.com.br).

Passeios educativos

Em parceria com o biólogo Marcello Mello, ele promove passeios turísticos e de educação ambiental na região, que concentra cinco lagoas — Camorim, Jacarepaguá, Marapendi, Tijuca e Taxas — e é desconhecida por grande parte dos cariocas.

“Lutamos para preservar essa biodiversidade. Mas a falta de respeito com a natureza é sem tamanho. Todas as lagoas do complexo estão contaminadas. Muitas aves, infelizmente, morrem por ingerir lixo, como sacos plásticos e tampas de garrafas pet”, comenta Wandinho Reis.

Marcello também destaca que a falta de fiscalização eficiente e punição dos responsáveis tem agravado mais ainda os problemas ambientais. “O tratamento de esgoto e o manejo de resíduos sólidos não supre a demanda. O lixo acumulado nas lagoas e matas ciliares, e a proliferação de gigoga e cianobactérias vêm aumentando. Esse corredor biológico merece mais atenção e investimento”, destaca Marcello. A natureza agradece.

Fonte : O DIA 

GISLANDIA GOVERNO