Mudanças Climáticas : na agenda da economia

Inspirado no Relatório Stern, do Reino Unido, que fez um análise econômica dos impactos das mudanças climáticas em nível global, será lançado nesta terça-feira, dia 4 de outubro, no Rio de Janeiro, o livro Economia da Mudança do Clima no Brasil, publicado pela Synergia Editora. A obra, assinada pelos pesquisadores Sergio Margulis, Carolina B. S. Dubeux e Jacques Marcovitch, tem como questão central o grau de influência das mudanças do clima na agenda de desenvolvimento do Brasil.

O estudo teve início em meados de 2007, por proposta da Embaixada da Grã-Bretanha no Brasil. Após uma série de reuniões preliminares com as diversas instituições envolvidas, os coordenadores elaboraram a concepção inicial e uma proposta de estruturação do estudo, que foram submetidas à apreciação do Conselho de Orientação.

Para reunir subsídios em busca de integrar disciplinas e uma série de instituições diferentes, foram realizados quatro workshops técnicos ao longo de um período de 18 meses. A dinâmica de reflexão sobre tema tão complexo traz como resultado uma análise abrangente, servindo como grande contribuição para um debate que está na agenda de todos os países.

“Trata-se de um trabalho pioneiro no Brasil, e na América Latina, e que fortaleceu a interação entre temas e equipes distintas de especialistas, promovendo um esforço único de mobilização da capacidade institucional do país. O estudo contribuiu em áreas essenciais para a solidez de dados técnico-científicos sobre os temas avaliados, em particular na definição de metodologias de pesquisa para avaliação de toda uma cadeia de impactos que perpassa o ambiente natural, o econômico e o social”, escreve Izabella Teixeira, ministra de Meio Ambiente, no prefácio do livro.

Segundo a ministra, a iniciativa oferece novas bases para o diálogo com os setores público e privado, e com a sociedade sobre o desafio das alterações climáticas. “Permite, ainda, que possamos seguir em frente com o aprimoramento de políticas públicas associadas à estratégia brasileira de redução das emissões de GEE, e na adoção de novos caminhos para uma economia menos intensiva em carbono”, ressalta a ministra.

Fonte : Da Agencia Ambiente e Energia