Entulho dos edifícios São Vito e Mercúrio vai asfaltar 18 ruas

Os resíduos da demolição dos edifícios São Vito e Mercúrio, na região central de São Paulo, serão usados como asfalto ecológico na pavimentação de 18 vias.

De acordo com a prefeitura, as vias selecionadas totalizam uma área de 72 mil m2 e uma extensão de mais de 10,7 km, nas subprefeituras de Campo Limpo (zona sul), Freguesia do Ó (zona norte), Guaianases, Itaquera, São Miguel e São Mateus (zona leste).

Entre as vias está a avenida Sapopemba, a maior da cidade, com cerca de 5 km de extensão. Ela fica na zona leste e será pavimentada entre a avenida dos Sertanistas e a rua Bento Guelfi.

O entulho do São Vito e do Mercúrio será usado como base para a pavimentação. Sobre a camada será acrescentada uma outra, composta por restos de fresagem de ruas que estão recebendo recapeamento.

Segundo a prefeitura, neste ano já foram pavimentadas 44 vias de terra com o mesmo sistema, totalizando cerca de 13 km com o asfalto ecológico

Divulgação/Prefeitura _ O lugar do antigo edifício São Vito, em frente ao Mercadão, que deve ganhar um Sesc/Senac 

 O projeto foi dividido em quatro etapas. A primeira prevê a construção de um pontilhão sobre o rio Tamanduateí, que é premissa para a demolição do viaduto Diário Popular, e a criação do centro de compras na 25 de Março. Um estacionamento público também deve ser construído na região. A meta é criar 2.600 vagas de garagem com o projeto –parte delas será voltada ao Mercadão.

O rebaixamento da avenida do Estado e a demolição dos outros dois viadutos serão feitos nas etapas seguintes. Pontilhões em nível devem ser colocados como forma de extensão da rua do Gasômetro, da rua Maria Domitila e da avenida Rangel Pestana.

A última etapa prevê que o terminal urbano Parque Dom Pedro 2º e o terminal Expresso Tiradentes sejam transferidos para o lado da estação Pedro 2º do Metrô. Com a mudança, o local viraria um terminal intermodal. Também nessa última etapa é que serão implantadas lagoas de retenção na região.

Não há previsão exata para o início das obras, mas a expectativa da prefeitura é que as relativas à primeira etapa comecem no primeiro semestre de 2012.

Apenas o rebaixamento da avenida do Estado e a construção dos túneis tem custo estimado de R$ 1,1 bilhão, mais de 70% do valor total do projeto. Apesar do receio de que o trânsito na região piore enquanto as obras não forem concluídas, a prefeitura afirma que simulações indicaram que as vias da região têm condições de suportar o tráfego.

Também serão necessárias desapropriações na região, mas o número exato de imóveis e pessoas afetadas ainda não foi divulgado pela prefeitura.

Desenvolvido pela Fupam (Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente), o projeto não possui garantias de que será concluído pela próxima gestão. Para Kassab, a revitalização tem que ser encarada como um “projeto de cidade, não de gestão”.

Fonte : FOLHA