Diga “Não” aos ingredientes sintéticos e tóxicos nos produtos cosméticos

Leia os rótulos dos produtos para a pele e cabelo.

A primeira coisa que se deve verificar na embalagem, ao comprar um cosmético, seja um creme ou um xampu, é se há autorização ou o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para os produtos considerados de menor risco, como batom e sombra, a autorização é feita depois de análise de documentos – apenas quando o produto entra na fase de comercialização, são feitos testes de laboratório. Você deve procurar no rótulo por Autorização ou Res. Anvisa, seguido do número da resolução e do ano em que foi publicada.

Já os cosméticos de maior grau de risco, como protetor solar e tintura de cabelo, só podem ir para as prateleiras após a checagem de toda a documentação e a realização de testes de segurança e eficácia. Se aprovado, o cosmético recebe um registro com nove dígitos, identificados pelas iniciais de Ministério da Saúde (geralmente, o número aparece depois do nome do técnico responsável pela formulação). Para qualquer dúvida ou para obter mais informações há o serviço do Disque Saúde (tel. 0800-611997) ou se pode acessar o site www.anvisa.org.br.

Toda a informação contida no rótulo deve obedecer à International Nomenclature of Cosmetic Ingredient (INCI), um sistema internacional que permite classificar de modo padronizado os mais de 12 mil ingredientes que podem entrar na composição de um cosmético.

Geralmente o primeiro ingrediente a aparecer é a água, porque é quase sempre um dos maiores constituintes. Um creme hidratante, por exemplo, leva cerca de 90%. Algumas empresas utilizam a destilada (puríssima) e outras a termal (mineral).

Em relação aos hidratantes, é importante prestar atenção ao tipo de óleo que o produto tem como princípio ativo. As alternativas são os óleos minerais ou os vegetais. Os óleos vegetais são extraídos de plantas, como os de amêndoa, oliva, semente de uva, milho e soja. Já os minerais são derivados de petróleo e são mais baratos. Diferentemente dos vegetais, estes não penetram na derme, apenas lubrificam a superfície e dão a sensação de hidratação.

A pele humana não reconhece o óleo mineral. Eles costumam deixar a pele oleosa e não hidratada, podendo haver o aparecimento de acne. Além disso, a produção desse óleo libera gás carbônico na atmosfera e interfere na camada de ozônio.

É preciso estar atento também aos conservantes, pois podem trazer malefícios à saúde. Os parabenos são os mais antigos. Eles penetram na pele e se depositam nas glândulas, indo direto para a corrente sanguínea e alterando os níveis de estrogênio. Não devem ser usados, de modo algum, por gestantes, lactantes, crianças e pacientes sob diversos tratamentos, como câncer, reposições hormonais e terapias crônicas.

No caso de desodorantes ou produtos a serem aplicados nas axilas, as pessoas devem ser mais seletivas ainda, pois estudos recentes comprovaram que o uso de parabeno nessa região pode estar associado ao aumento da incidência de câncer de mama. Os parabenos podem ser identificados nas formulações dos cosméticos e desodorantes com diversas nomenclaturas, entre elas, Parabens, Methylparaben, Ethylparaben, Propylparaben e Butylparaben.

Muitos outros nomes aparecem no rótulo, a maioria referindo-se a produtos utilizados para estabilizar os cosméticos. Teoricamente, esses produtos não têm uma toxicidade significativa, porque serão aplicados sobre a pele. Mas a maior parte das pessoas deve ter atenção e saber identificar algum tipo de ingrediente a que seja alérgico. Caso use um produto e algum problema surja, é importante consultar um dermatologista para tentar identificar o componente a que é alérgico.

Eis alguns produtos que podem aparecer nos rótulos:

1. Cloreto de Benzildimetil (octadecil) amónio – Stearalkonium chloride

Desenvolvido pela indústria como um amaciador de tecidos. Mais barato e fácil de usar, em fórmulas de amaciadores de cabelo do que proteínas e extratos de ervas os quais são benéficos para o cabelo.

Objetivo:
Amaciadores de cabelo e cremes.

Pesquisas:
Foram verificados vários tipos de reações alérgicas.
Um composto de amônio quaternário.

2. Cores sintéticas

Objetivo:
Usadas para fazer os produtos cosméticos parecerem “bonitos”. Os colorantes sintéticos para o cabelo também devem ser evitados.

Pesquisas:
Muitas cores sintéticas podem ser cancerígenas. São rotuladas como FD&C ou D&C, seguidas por uma cor e um número. Exemplo: FD&C Red No. 6 / D&C Green No. 6.

3. Diazolidinil Ureia, Imidazolidinil Uréia

Objetivo:
Conservantes.

Pesquisas:
A American Academy of Dermatology apontou como uma das causa das dermatites de contato. Dois dos nomes registrados para tais químicos são:
Germall II and Germall 115.
Ambos libertam formaldeído.

4. Dietanolamina (DEA), Trietanolamina (TEA)

Normalmente derivado de petróleo.
Freqüentemente dissimulado com a frase “provém de cocos”.

Objetivos:
Propriedades de limpeza.
Produção de espuma.

Pesquisas:
Podem provocar irritação nos olhos, descamação do couro cabeludo (similar à caspa), irritações cutâneas e outras reações alérgicas.

5. Fragrâncias Sintéticas

As fragrâncias sintéticas utilizadas em produtos cosméticos podem ter aproximadamente 200 ingredientes.
Não existe um modo de saber quais são os produtos químicos que as compõem, porque nos rótulos só vêm descritas como “fragrâncias”.

Objetivo:
Dar cheiro

Pesquisas:
Dores de cabeça, tonturas, irritações, hiperpigmentação, tosse forte, vômitos, irritação cutânea.

6. Lauril/Laureth Sulfato de Sódio

Normalmente derivado de petróleo.
Freqüentemente dissimulado com a frase “provém de cocos”.

Objetivos:
Propriedades de limpeza. Produção de espuma.

Pesquisas:
Irritação nos olhos, descamação do couro cabeludo (similar à caspa), irritações cutâneas e outras reações alérgicas.

7. Óleo Mineral Petrolato ou Geléia de Petróleo

Objetivos:
Propriedades emolientes.

Pesquisas:
Não possui valor nutritivo para a pele.
Interfere com os mecanismos naturais de hidratação do corpo, levando a pele à desidratação.

8. Parabenos (Metil, Propil, Butil e Etilparabeno)

Objetivos:
Prolongar a durabilidade dos produtos.
Inibir o crescimento microbiano.

Pesquisas:
Vários tipos de reações alérgicas e irritações cutâneas.
São ligeiramente estrogênicos, podendo ser absorvidos pelo corpo via pele.

9. Propilenoglicol

Idealmente é uma glicerina vegetal combinada com álcool de cereais, sendo ambos naturais.
PEG (polietilenoglicol) ou PPG (polipropilenoglicol) são produtos químicos sintéticos idênticos.

Objetivos:
Umidificante, através de uma combinação petroquímica sintética.

Pesquisas:
Reações alérgicas, urticária e eczemas.

10. PVP/VA Copolímero

Objetivo: Derivado do petróleo Utilizado em sprays de cabelo, produtos para pentear e outros cosméticos.

Pesquisas:
Derivado do petróleo. Pessoas sensíveis podem inalar partículas que causam danos aos pulmões.

Fonte: Mundo Verde

Diga “Não” aos ingredientes sintéticos e tóxicos nos produtos cosméticos

Diga “Não” aos ingredientes sintéticos e tóxicos nos produtos cosméticos