Afeganistão assina Protocolo de Kyoto

Enquanto o Canadá apresenta sinais de abandono da defesa ambiental, o Afeganistão dá mais um passo para a implementação de sua estratégia climática nacional. Nesta terça-feira, 2 de abril, o país assumiu os compromissos do Protocolo de Kyoto. As obrigações estabelecidas começarão a valer a partir de 23 de junho de 2013.

Classificado como um país em desenvolvimento, o Afeganistão não terá que adotar metas de emissões dos gases de efeito estufa (GEE), porém precisará elaborar planos para desenvolver setores como energia de baixo carbono e sistema de transporte. A inclusão no protocolo também permitirá ao país a participação em eventos internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), além de aumentar as possibilidades de investimentos na região.

Apesar do maior problema do país não ser as emissões de GEE, já que, segundo o Banco Mundial, o Afeganistão emite cerca de 0,2 toneladas de GEE por pessoa (enquanto que nos EUA as emissões chegam a 17,3 por cidadão), a nação passa por um problema considerado grave: as mudanças climáticas.

Devido aos conflitos sofridos por mais de três décadas, a região sofre com mais intensidade às adversidades climáticas, como redução das chuvas. Com isso, as secas são cada dia mais severas no local, onde aproximadamente 80% da população depende de recursos naturais para viver.

O vice-diretor da Agência Nacional de Proteção do Meio Ambiente, Ghulam Malikyar, afirmou que a desertificação e o desmatamento sofrem efeitos significativos há um tempo, e destaca: “A perda de produtividade do ecossistema obriga as pessoas das áreas rurais a migrarem para as áreas urbanas, e nós não temos onde abrigá-las. Este é o principal problema que estamos sofrendo agora”, declarou ao portal RTCC.

Durante a 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-18), o Protocolo de Kyoto foi renovado até 2020. Porém, é possível que novas metas sejam estabelecidas já em 2014.

(EcoD)

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