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Lixo gerado pela pandemia é ‘ameaça à saúde e ao meio ambiente’, diz relatório da OMS

Relatório da organização destaca o impacto dos cerca de 1,5 milhão de EPIs (aproximadamente 87 mil toneladas) enviados pela ONU e utilizados pela população entre março de 2020 e novembro de 2021.

Trabalhadors empacotam máscras N95 em Paterson, Nova Jersey, nos EUA — Foto: Brendan Mcdermid/Reuters
Trabalhadores empacotam máscaras N95 em Paterson, Nova Jersey, nos EUA — Foto: Brendan Mcdermid/Reuters

Por France Presse, extraído do G1

Em um relatório divulgado nesta terça-feira (1º), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a quantidade de resíduos gerada pela pandemia da Covid-19 e afirmou que o lixo representa uma ameaça para a saúde e para o meio ambiente.

É uma “ameaça a saúde humana e ambiental e expõe a necessidade urgente de melhorar as práticas de gestão de resíduos”, declarou a agência da ONU.

Segundo a OMS, com a busca dos países por equipamentos de proteção individual (EPI) para lidar com a crise sanitária, os governos não deram a atenção suficiente para o tratamento dos resíduos, que deveria ser feito de forma segura e sustentável.

O relatório da organização destaca o impacto dos cerca de 1,5 milhão de EPIs (aproximadamente 87 mil toneladas) utilizados pela população entre março de 2020 e novembro de 2021, enviados por meio do sistema das Nações Unidas. No entanto, esse número se trata apenas de uma pequena parte do total administrado durante a pandemia.

Logo da Organização Mundial de Saúde em Genebra  — Foto: Denis Balibouse/Reuters
Logo da Organização Mundial de Saúde em Genebra — Foto: Denis Balibouse/Reuters

“É absolutamente vital fornecer aos trabalhadores EPI adequado. Mas também é vital garantir que possa ser usado de forma segura, sem impactar o meio ambiente”, afirmou o diretor de Emergências da OMS, Michael Ryan.

Além disso, foram distribuídos mais de 140 milhões de kits de testes de detecção do coronavírus, o que pode gerar 2,6 mil toneladas de resíduos plásticos e 731 mil litros de resíduos químicos. Já as primeiras oito bilhões de doses das vacinas administradas produziram 143 toneladas de lixo, incluindo seringas, agulhas e caixas de segurança.

Soluções práticas

O relatório afirma que, mesmo antes do início da pandemia, a gestão de dejetos médicos de forma segura era insuficiente. No entanto, a Covid-19 piorou a situação ainda mais.

Os últimos dados disponíveis, de 2019, apontam que 30% dos estabelecimentos de saúde no mundo não contam com um sistema seguro de gestão de resíduos médicos. Nos países menos desenvolvidos, essa proporção é de quase 60%.

“Potencialmente, isso expõe os profissionais da saúde a lesões com agulhas, a queimaduras e a micro-organismos patogênicos, e também tem um impacto nas comunidades que vivem perto de lixões a céu aberto e de outros aterros – seja pela poluição do ar por causa da queima de resíduos, seja pela baixa qualidade da água, ou por insetos portadores de doenças”, advertiu a OMS.

O documento recomenda soluções práticas, como: uso mais racional dos EPIs; uso de menos embalagens; desenvolvimento de EPIs reutilizáveis, ou feitos de materiais biodegradáveis; investimento no tratamento de resíduos que não impliquem incineração; e investimento na produção local de EPIs.

Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/02/01/rio-voador-o-fenomeno-que-ajuda-a-explicar-as-tempestades-de-verao-no-brasil.ghtml