Garimpeiros atacam base do ICMBio na Terra Indígena Yanomami

Polícia Federal iniciou as investigações sobre o caso nessa terça-feira (1º). Pelo menos três servidores foram feitos reféns no ataque nesta segunda-feira (31), conforme relatos de brigadistas do Instituto que atuam na região.

Imagem: Mina ilegal na Terra Indígena Yanomami (RR). Foto: Chico Batata/Greenpeace

Por G1 RR e Rede Amazônica*

Garimpeiros atacaram nessa segunda-feira (31) uma base do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Pelo menos três servidores foram feitos reféns. A Polícia Federal iniciou as investigações sobre o caso nesta terça-feira (1º).

A base fica na estação ecológica de Maracá, no rio Uraricoera, entre os municípios do Amajari e Alto Alegre, no Norte do estado.

Segundo a PF, uma equipe de policiais será enviada ao lado de servidores do Instituto ainda nesta terça para o local. Procurado, o ICMBio não deu detalhes sobre o ataque.

Relatos dos brigadistas afirmam que o local foi invadido por garimpeiros armados. Na ação, o grupo levou quadriciclos, motores de popa e combustível. Após o ataque, eles fugiram em direção à floresta. Não há informações sobre feridos.

O ICMBio é uma autarquia em regime especial, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e integrada o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). O Instituto faz pesquisas, gere, protege e fiscaliza unidades de conservação federais, além de possuir poder de polícia ambiental.

Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Yanomami tem quase 10 milhões de hectares entre os estados de Roraima e Amazonas. Cerca de 27 mil indígenas vivem na região, alvo de garimpeiros que invadem a terra em busca da extração ilegal de ouro.

O território também tem um povo indígena isolado, além de seis outros reportados em estudo, segundo a Funai.

* Colaborou repórter Robson Moreira, da Rede Amazônica.