Empresas devem seguir diretrizes para gestão da água

Com a sociedade cada vez mais ameaçada pela escassez hídrica (correndo até o risco de virar vegetariana), atacar o problema por várias frentes é urgente. Para tanto, um bom aliado são as empresas, que foram convocadas esta semana pelo Global Compact das Nações Unidas para informar como consomem e manejam seus recursos hídricos. A instituição divulgou, na Semana Mundial da Água, um conjunto de diretrizes para as corporações, com uma abordagem comum para enfrentar a questão.

O documento aponta que as empresas devem coletar dados sobre a sua gestão da água, refletir sobre as implicações, desenvolver uma resposta estratégica para, então, repassar as informações para seus stakeholders (os interessados diretos na empresa, como os investidores). A intenção é que ao seguir este processo, a corporação diminua a pegada hídrica e ajude promover um uso racional da água.

Tendência

Em abril, um levantamento publicado pela Ernst & Young, com 272 executivos de setores bilionários, indicou que a gestão voltada para a sustentabilidade é uma tendência. Cerca de 80% dos entrevistados acreditam que a gestão da água afetará os negócios nos próximos cinco anos. No entanto, a maior parte dos líderes visualiza mais oportunidades do que riscos nesses processos.

A demanda em expansão e a carência de água potável em diversas regiões do mundo já demonstram que são necessárias outras soluções. É o caso do setor da dessalinização que, embora seja ainda tenha um custo-benefício desanimador, deve triplicar os negócios nos próximos cinco anos, segundo a consultoria Global Water Intelligence.

As diretrizes são fruto de uma parceria entre Pacific Institute, Carbon Disclosure Project, PricewaterhouseCoopers, World Resource Institute e Global Reporting Initiative (GRI).

Fonte: EcoD

Empresas enxergam gestão dos recursos hídricos como oportunidade

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