Nova tecnologia para preservar o meio ambiente

O TGX da Man é o primeiro caminhão híbrido no Brasil

A sustentabilidade foi o tema da vez na Fenatran 2011. A norma que controla a emissão de gases gerou novas tecnologias. Até caminhão híbrido foi apresentado e agora os caminhoneiros também preservam o meio ambiente

A Fenatran teve uma temática que permeou os assuntos em todos os estandes. A partir do ano que vem, todos os caminhões terão que sair de fábrica com novos motores que permitem uma redução na emissão de poluentes na atmosfera. A nova norma do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve P-&) do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), exige que a oferta de combustível apresente teor reduzido de enxofre para veículos pesados e uma total adequação aos padrões estabelecidos pelo Euro 5, que limita, ao máximo possível, o impacto ambiental dos veículos rodoviários no ambiente e na saúde.

O regulamento abrange uma gama ampla de emissões poluentes. Nas regras estão inclusas as emissões pelo escape, por evaporação e as emissões do cárter. Mas se a melhoria que deve impactar no meio ambiente agrada a todos, os impactos financeiros preocupam os compradores, já que ao que tudo indica, com os novos motores Euro 5, os veículos deverão apresentar um reajuste de preços de 8 a 20%, segundo as montadoras. A mesma coisa deve ocorrer com o consumo dos veículos que apostam em combustíveis sustentáveis, sem o mesmo desempenho do diesel.

Tecnologias

Entre as montadoras, muito se discutiu sobre as duas tecnologias disponíveis para reduzir os efeitos nocivos dos gases expelidos pelos motores dos caminhões. Uma delas é conhecida como EGR, que, em inglês é Exhaust Gas Recirculation ou – Recirculação dos Gases de Exaustão. Essa tecnologia vem associada a DPF, em inglês, Diesel Particulate Filter ou Filtro de Material Particulado. A outra tecnologia disponível é a SCR, sigla em inglês que significa Selective Catalitic Reduction, ou, Redução Catalítica Seletiva. A tecnologia EGR+DPF é usada principalmente nos veículos leves, possuindo menor quantidade de componentes e não necessita do uso de ureia. Já a tecnologia SCR é empregada nos pesados e, além de mais robusta ao alto teor de enxofre do diesel, possui como grande vantagem uma potencial redução no consumo de combustível, em relação a um veículo equivalente ao Proconve P5.

 

Fonte : O POVO _Henriette de Salvi