Qual o valor do resíduo sólido produzido na sua casa?

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Curitiba troca lixo reciclável e óleo de cozinha por alimentos frescos e saudáveis

Em Curitiba, capital do Paraná, separar corretamente os resíduos produzidos em casa ultrapassa os benefícios ao meio ambiente. Isso porque os moradores podem trocar o lixo reciclável por frutas e verduras da época através do programa Câmbio Verde, da prefeitura.

O trabalho começa em casa: a população separa o resíduo orgânico do reciclável – jornal, vidro, latas de alumínio e recipientes plásticos – e, a cada 15 dias, os leva até um dos cem pontos de troca do Câmbio Verde, que estão espalhados pelos bairros da capital paranaense.

A cada quatro quilos de resíduos entregues ao programa, o “doador” tem o direito de levar para casa um quilo de frutas e verduras da época. Óleo de cozinha animal ou vegetal também pode ser trocado: dois litros, depositados em garrafas PET, valem um quilo de alimentos frescos.

A ação beneficia mais de 7,5 mil pessoas por mês e coleta quase 350 toneladas de lixo reciclável a cada 30 dias – resíduos esses que, se não fosse o Câmbio Verde, poderiam acabar nos aterros do Paraná. Além de ajudar a população a se alimentar melhor e reduzir o problema do lixo, o programa ajuda os pequenos e médios produtores rurais, que são os fornecedores das frutas e verduras frescas da prefeitura.

Existe, ainda, uma versão infantil da iniciativa, o Câmbio Verde Especial nas Escolas, que periodicamente realiza ações nas instituições de ensino de Curitiba. As crianças levam recicláveis ao colégio e podem trocá-los, entre outros artigos, por cadernos, brinquedos e ingressos para atividades culturais. Desta forma, as crianças aprendem a importância e como reciclar.

Além da capital
Em Umuarama, também no Paraná, o projeto Lixo que Vale permite que a população troque materiais recicláveis por “moedas verdes”. Este dinheiro fictício é utilizado em uma feira organizada por produtores locais.

Os produtos presentes na feira, que acontece quinzenalmente, são frescos e vêm de pequenos produtores da cidade. O que seria jogado no lixo, não só é aproveitado, como permite que pessoas em dificuldades possam ser ajudadas.

A pesagem dos produtos para reciclagem é feita todas as semanas e quem juntar um quilo de material tem direito a uma Moeda Verde. No momento da pesagem, a pessoa recebe o vale-compra correspondente para ir à feira.

O programa Troca Solidária, realizado em Caxias do sul, comemorou cinco anos neste ano. A intenção é incentivar o descarte correto do resíduo. A cada quatro quilos de lixo reciclável entregue pelos cidadãos, um quilo de alimento lhe é dado em troca.

Desde a criação do programa, 2.550 toneladas de resíduos foram recolhidas e 640 toneladas de alimentos foram entregues a 73 famílias.

Em Jundiaí, interior de São Paulo, o projeto Delícia de Reciclagem tem o objetivo de conscientizar os moradores sobre a importância da reciclagem. Para estimular essa prática, todo material entregue é trocado frutas, hortaliças ou legumes frescos, produzidos na horta do município.

A horta, instalada na Unidam – Unidade de Desenvolvimento Ambiental, tem uma área de 2.300 m², com capacidade de até 4 mil m². A cada semana, são colhidos de 2.000 a 2.100 pés de alface, que podem ser distribuídos à população mais carente.

Semanalmente, um veículo conduz a verdura recém recolhida e embalada até os locais de coleta dos recicláveis, onde a população, principalmente as crianças, aguardam com os materiais separados, ocorrendo a troca.

Além disso, os canteiros da horta da Unidam são nutridos com adubo natural – feito com terra e esterco, além de galhos, folhas secas e troncos de árvores que sobram das podas realizadas na cidade.
Com informações dos portais The Greenest Post, Prefeitura de Jundiaí, Super Interessante e Serra Nossa.

Fonte: http://consumidorconsciente.eco.br/index.php/2012-11-22-13-04-10/item/1622-qual-o-valor-do-res%C3%ADduo-sólido-produzido-na-sua-casa?.html (consumidor consciente)

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