Consumo e Sustentabilidade

Por Cristiano Faé Vallejo*
Reprodução

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As vendas globais da rede McDonald’s caíram 3,3% no terceiro trimestre de 2014. Os analistas ponderaram: a) O consumidor avalia melhor os produtos dos concorrentes; b) Menus econômicos lançados pela concorrência; c) Problemas com fornecedores em mercados emergentes; e d) Concorrentes focados em produtos orgânicos e naturais.

A Rede Chipotle, de comida Mexicana, apresentou números bem diferentes. Na comparação entre o 3T14 com o 3T13, houve um aumento de 31,1% nas vendas. Mais do que os números, o interessante desta rede é que os seus ingredientes são “cultivados com respeito aos animais, ao meio ambiente e aos produtores”.

Tudo indica que os consumidores querem algo mais do que a experiência de consumo, querem compartilhar valores com os fornecedores do produto ou serviço.É uma relação que não se encerra mais na compra do produto.Envolve os valores, posturas e ações práticas que traduzam estes princípios.

O roteiro de pegar (take), fabricar (make) e jogar fora (dispose),a chamada economia linear, tem sinais crescentes de fadiga. É um modelo que priorizou o consumo dos recursos, e não a sua utilização racional e sustentável.

Germinam novos padrões de consciência sobre o consumo sustentável em larga escala, disciplina que ainda não existe em caráter formal no sistema de educação,mas que ajudará na inclusão de 3 bilhões de habitantes do planeta, que em breve passarão a fazer parte da chamada classe média.

Potencialmente, esse novo padrão de consciência de consumo mudará significativamente a relação de pessoas, produtos e serviços, fazendo surgir novas empresas e, consequentemente, fazendo desaparecer aquelas que não se adequarem a esses novos padrões.

* Cristiano Faé Vallejo é administrador público, professor e consultor.Secretário Executivo do INRE – Instituto Nacional de Resíduos. cristianofvallejo@uol.com.br

(Mercado Ético)
Fonte: http://www.mercadoetico.com.br/arquivo/consumo-e-sustentabilidade-2/

 

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