Poluição do ar já é um dos “maiores perigos à saúde humana”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu novamente por uma ação global eficiente para reduzir o que foi descrito como um dos “maiores perigos à saúde humana”. Segundo a instituição, os perigos causados pela poluição do ar são muito mais abrangentes do que se acreditava. O alerta foi dado durante a mais recente reunião da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC, na sigla em inglês), realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em Paris, nos dias 6 e 7 de abril.

Por meio de um cálculo baseado em anos de vidas perdidas combinado com anos vividos sem a saúde plena, profissionais da saúde afirmaram que a poluição do ar em ambientes fechados se tornou o maior fator de risco para o “fardo das doenças” no sul da Ásia, o segundo na África Subsaariana e o terceiro no sudeste asiático.

“Estima-se que existam 3,5 milhões de mortes prematuras causadas todo ano pela poluição do ar doméstico, e 3,3 milhões de mortes todo ano causadas pela poluição atmosférica”, comentou Maria Neira, Diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, na reunião.

Estimativas da OMS apontam que a poluição da camada de ozônio causa adicionalmente 200 mil mortes prematuras todo ano. “A poluição do ar está se tornando um dos maiores problemas de saúde que estamos enfrentando no momento”, destacou Maria.

Os poluentes climáticos de curta duração (PCCD) são apontados como os principais responsáveis por danos à saúde, pela perda de colheitas e pelas mudanças climáticas. Os PCCDs que são nocivos à saúde são liberados através de diversas fontes, desde a combustão do diesel, fumaça e fuligem proveniente de fogões ineficientes, a vazamentos e queimas do óleo e produção do gás natural proveniente da eliminação de resíduos sólidos.

Em um comunicado à imprensa, o Pnuma reforçou que uma ação eficiente em relação aos PCCDs poderia reduzir consideravelmente o número de mortes pela poluição do ar. Esforços para diminuir a emissão de carbono negro feita por veículos de grande porte e motores receberam muita atenção do CCAC.

A CCAC já realiza esforços para reduzir a emissão do carbono negro e outros poluentes, desde a sua fabricação até a adoção de tecnologias mais modernas que podem diminuir a emissão de poluentes de 10 a 50%, enquanto esforços para distribuir fogões mais eficientes já estão em andamento em Bangladesh.

(EcoD)

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