Obama afirma não ter paciência com céticos climáticos

Na semana passada, durante um evento de arrecadação de fundos para o Partido Democrata, em Chicago, o presidente norte-americano Barack Obama endureceu o tom de crítica aos políticos que barram as propostas de uma legislação climática nos Estados Unidos.

“Nós sabemos que o aquecimento global está mais rápido do que qualquer um antecipou, e que o nosso futuro depende de como lidamos agora com esse problema”, declarou Obama.

“Eu não tenho muita paciência para quem nega as mudanças climáticas, mas se alguém possui uma sugestão criativa para lidar com esse problema, como medidas baseadas no mercado, por favor, me diga. Se você acredita que estou fazendo algo errado, me informe. Estarei feliz em trabalhar com você”, completou.

Analistas apontam que o governo dos EUA está bastante pressionado para adotar algum tipo de ação para lidar com as emissões de gases do efeito estufa depois de que a China anunciou que estabelecerá um mercado de carbono em 2016.

Se até a Conferência do Clima da ONU, em novembro, Obama não apresentar nenhum tipo de nova medida climática, ficará em uma situação muito frágil nas mesas de negociação.

Reino Unido

Também no Reino Unido a paciência com os céticos parece ter chegado ao fim. Perto de começar os debates sobre a proposta de uma nova política energética, que possui um grande foco em fontes alternativas e na transição para um sistema menos intenso em carbono, o Secretário de Energia e Mudanças Climáticas, Ed Davey, estaria preparando um discurso com fortes críticas aos que estão criando obstáculos.

“Aqueles que argumentam contra as ações que estamos tomando para reduzir as emissões, sem apresentar nenhuma alternativa séria e viável, estão assumindo uma gigantesca aposta que coloca em risco o planeta que nossos filhos herdarão. Nenhum governo deveria aceitar essa aposta. Nenhum partido político que mereça ganhar votos poderia ter esse tipo de argumento”, afirma um rascunho do discurso que foi vazado à imprensa.

Davey também não poupará o jornalismo britânico. “Alguns setores da imprensa estão servindo de plataforma para indivíduos e grupos lobistas que não obedecem à seriedade da ciência. Apenas servem como um clamor destrutivo e chamativo pelo ceticismo nascido de interesses, sensacionalismo e de uma visão política deturpada e dogmática.”

A nova política energética deverá ser votada nas próximas semanas no Parlamento britânico.

(Instituto Carbono Brasil)

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