Líder de desmatamento no mundo, Brasil pode ampliar plantio no Cerrado

Esta semana o relatório da Global Forest Resources Assessments, indicador da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), mostrou que Brasil é o país no mundo com maior devastação de área verde. Foram desmatados 55,3 milhões de hectares entre 1999 e 2010. Em meio a este contexto, foi aprovado o desmatamento de 20% das áreas privadas de Cerrado para o plantio de cana-de-açúcar.

Em matéria do Terra, o Ministério do Meio Ambiente divulgou que há apenas 7% da Mata Atlântica original. Já o Cerrado, segundo maior bioma do País, perdeu 49,1% de seu tamanho original somente em 2010. Agora um projeto de lei, aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, na terça-feira, 14 de maio, autoriza o plantio de cana-de-açúcar em áreas alteradas de Cerrado e da Amazônia Legal. O relator do projeto é o senador de Rondônia Acir Gurgacz (PDT) e prevê a autorização de plantio em 20% da área. O projeto segue para ser votado na Câmara dos Deputados.

Fator em comum

Extração ilegal de madeira é ponto em comum entre os cinco países com maior índice de desmatamento. No Brasil, o bioma mais afetado foi a Mata Atlântica, que hoje, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, resiste em apenas 7% de seu território original. A perda da biodiversidade e alterações no clima mundial estão entre os principais impactos por esse processo devastador, conforme diz a organização ambientalista WWF Brasil. A devastação da Amazônia, por exemplo, foi demonstrada pelo Google, que disponibilizou imagens entre 1984 e 2012.

Falta de gestão sustentável dos recursos naturais, poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação da área coberta por florestas, aponta o relatório da FAO. O ranking é sucedido pela Indonésia, Nigéria, Tanzânia e Mianmar, respectivamente.

Falta de gestão sustentável dos recursos naturais, poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação das florestas, apontam o relatório da FAO.
A Indonésia perdeu 24,2 milhões de hectares devido a demanda global por celulose e óleo de palma, além da extração de madeira ilegal – que responde a cerca de 80% da produção madeireira no país. Enquanto a terceira colocada, a Nigéria, também em consequência da exploração ilegal de madeira, agricultura de subsistência e extração de lenha, perdeu 8,1 milhões de hectares de área verde por ano.

Tanzânia, a quarta colocada, possui predominante extração de madeira ilegal e perdeu 8,06 milhões de hectares de área verde. Ainda, principalmente pela questão da extração de madeira, Mianmar aparece com um total de 7,4 milhões de hectares perdidos nos últimos 11 anos, ficando no 5º lugar de uma fila com rumos ainda desconhecidos.

(EcoD)

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