Estados Unidos nega que pesticidas tenham relação com extermínio de abelhas

Quatro dias após a Comissão Europeia aprovar a suspensão por dois anos de três pesticidas neonicotinóides (tioametoxam, imidacloprid e clotianidin) que foram considerados perigosos para a população de abelhas, o governo dos EUA afirmou que não há nenhuma relação clara entre os agrotóxicos e a exterminação dos insetos, segundo o jornal britânico The Guardian.

O Departamento de Agricultura e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) divulgaram um relatório afirmando que a culpa principal da queda das populações de abelhas é do ácaro parasita Varroa destructor. Segundo o administrador da agência, Bob Perciasepe, o declínio da saúde das abelhas é um problema complexo, causado por uma combinação de fatores de estresse, como os vírus, bactérias, genética e nutrientes pobres.

A EPA pede mais pesquisas para verificar o nexo de causalidade entre o uso de pesticidas e as mortes de abelhas.

Europa

Os pesticidas serão suspensos na União Europeia a partir de dezembro. O comissário europeu para a Saúde e Defesa do Consumidor, Tonio Borg, afirmou que as abelhas são vitais para o ecossistema do continente, contribuindo com mais de 22 mil milhões de euros anuais para a agricultura europeia.

Quinze Estados-membros da UE votaram a favor da suspensão, oito foram contrários e quatro preferiram abstiver-se. Foram a favor: Espanha, Alemanha, França, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Estónia, Chipre, Letônia, Luxemburgo, Eslovênia, Malta, Holanda, Polônia e Suécia. Já Reino Unido, Itália, Portugal, República Checa, Áustria, Hungria, Romênia e Eslováquia foram contrários sob o argumento de que a medida prejudicará a produção de alimentos

A decisão ocorreu após a Autoridade Europeia para Segurança Alimentar (AESA) solicitar a suspensão dos neonicotinóides depois que uma análise detectou que os pesticidas representam uma série de riscos às abelhas.

(EcoD)

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