Comunicado do G8 destaca a ameaça das mudanças climáticas

O encontro de ministros de Relações Exteriores do G8, grupo que reúne Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia, terminou nesta quinta-feira (11) em Londres com uma declaração formal sobre os perigos das transformações no clima para a humanidade.

Os ministros garantem estar comprometidos com as negociações climáticas internacionais e com os esforços para manter o aquecimento do planeta em no máximo 2ºC, o que é apontado por cientistas como o limite para evitarmos as piores conseqüências das mudanças climáticas.

Também falam em buscar alcançar a meta de mobilizar US$ 100 bilhões anuais para ações de mitigação e adaptação.

Leia o comunicado completo:

A mudança climática continua sendo um desafio global que, se não controlado, terá consequências dramáticas não só para o meio ambiente, mas também para a prosperidade econômica. Os ministros do G8 reconhecem as mudanças climáticas como um fator que contribui para o aumento dos riscos à economia e à segurança global.

O G8 concordou em considerar meios para melhor responder a esse desafio e seus riscos associados, lembrando que a política climática internacional e o desenvolvimento econômico sustentável se reforçam mutuamente. Autoridades de países do G8 vão se reunir para analisar as consequências potenciais das alterações climáticas e outros estresses ambientais e de recursos como um fator que contribui para maiores riscos de segurança em nível global, e reportar os resultados para os Ministros de Relações Exteriores.

Os Ministros reconheceram as medidas ambiciosas já realizadas para reduzir os gases de efeito estufa, observando que a ação precisa continuar e se intensificar como uma questão de urgência. Os Ministros continuam comprometidos em longo prazo com os esforços a fim de limitar de forma eficaz o aumento da temperatura média global abaixo de dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, de acordo com a ciência.

O G8 permanece totalmente comprometido com o processo da UNFCCC, para alcançar, até 2015, um novo acordo sobre alterações climáticas, aplicável a todas as partes, que deverá entrar em vigor e ser implementado a partir de 2020, para aumentar a ambição de mitigação no prazo pré-2020 através de iniciativas internacionais de cooperação, tais como a Coalizão do Ar Limpo e a meta dos países desenvolvidos de mobilizar conjuntamente US$ 100 bilhões por ano até 2020, a partir de uma ampla variedade de fontes públicas e privadas, para ações de mitigação significativas.

Os Ministros salientaram a importância da transparência no processo da UNFCCC. A medição, notificação e verificação irá desempenhar um papel fundamental no que diz respeito à adaptação, mitigação e financiamento do clima em fluxos internacionais, a fim de medir o progresso na realização de nossos objetivos.

(Instituto CarbonoBrasil)

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