A humanidade será extinta em um futuro próximo?

É praticamente consenso científico que o destino da humanidade é igual ao de qualquer outra espécie de ser vivo que conhecemos: a inexorável extinção. As grandes perguntas, então, seriam como e quando? De acordo com uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, o fim dos homo sapiens sapiens pode chegar ainda no final desse século.

No relatório recém-divulgado Riscos Existenciais como Prioridade Global, o grupo alerta que há uma possibilidade de que este seja o último século da humanidade. No entanto, o fim da nossa espécie não estaria vinculado a pandemias ou desastres naturais, uma vez que a maior ascensão populacional veio justamente em um século marcado por grandes guerras e catástrofes.

Fome, doenças, enchentes, terremotos, mudanças ambientais e até mesmo uma guerra nuclear teriam impacto significativo em grande escala, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e continuar a espécie.

Risco

As grandes ameaças, então, são exatamente as inovações tecnológicas que tanto facilitam a vida humana. Para os pesquisadores experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial são imprevisíveis e podem gerar efeitos acima do nosso controle. É o caso da nanotecnologia, que se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos.

“Existe um gargalo na história da humanidade. A condição humana irá mudar. Pode ser que terminemos em uma catástrofe ou que sejamos transformados ao assumir mais controle sobre a nossa biologia. Não é ficção científica, doutrina religiosa ou conversa de bar”, declarou à BBC o diretor do instituto, Nick Bostrom.

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(EcoD)

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