Rio+20 já produziu mais de 17 toneladas de ‘lixo limpo’

Em uma conferência da ONU onde o principal assunto é a sustentabilidade, oG1 acompanhou o destino do lixo que está sendo produzido no Riocentro durante a Rio+20.

Os materiais são recolhidos nas sedes do evento – HSBC Arena, Parque dos Atletas, Pier Mauá, Vivo Rio, MAM e Galpão da Cidadania – e pré-selecionados em recicláveis e não recicláveis. Depois disso, são armazenados em caçambas que comportam 35 metros cúbicos de lixo. Depois de cheias, elas são transportadas para a sede da ONG Doe Seu Lixo, em São Cristóvão.

Arísio Nogueira dos Santos, responsável pela limpeza das lixeiras do pavilhão da praça de alimentação do Riocentro, conta que no horário de pico os sacos das latas de lixo são retirados a cada cinco minutos.

Separação do lixo
Quando os resíduos são descarregados no galpão da ONG, eles passam por nova triagem, porque algumas coisas chegam contaminadas. “A gente precisa informar às pessoas o que elas precisam fazer para o descarte correto do material. É necessário limpar e separar corretamente. Qualquer resíduo que ficar pode contaminar e a gente não consegue vender porque perde o valor”, diz o assessor de comunicação Cleber Messias.

As latinhas são os produtos mais valorizados no comércio. Os 13 recicladores recebem entre R$ 200 e R$ 300 por semana de trabalho. Shirley da Silva Queiroz foi trabalhar no instituto depois que o Aterro de Gramacho fechou. Mãe de três filhos, ela diz que a consciência e a preocupação do meio ambiente tem que existir, pois é preciso protegê-lo para as futuras gerações.

Antenado com as discussões que estão acontecendo durante a Rio+20, o reciclador Luiz Antônio Borges Júnior acredita que a consciência das pessoas vai mudar. Ele conta que está fazendo a parte dele como cidadão. “Lá em casa o lixo é todo separado. Eu aprendi aqui e levei daqui para casa.”

Lixo vira arte
Conversando com o G1 ao limpar garrafas pet azuis, Antônio Amaro da Silva diz que as embalagens são levadas para completar um trabalho do renomado artista plástico brasileiro Vik Muniz. Quando perguntado se ele também se sentia um artista, humildemente ele diz que sim.

Energia a partir dos rejeitos
O processo não acaba na separação do lixo limpo e na venda destes produtos. Segundo Marcelo Santos, coordenador Operacional do Instituto Doe Seu Lixo, os resíduos que não podem ser reciclados, os rejeitos, seguem para uma usina verde e são transformados em energia. Para Feliphe Machado, “é importante englobar todos esses segmentos para ter a sustentabilidade tão desejada, principalmente neste evento da Rio+20”.

Fonte: G1

Rio+20 já produziu mais de 17 toneladas de 'lixo limpo'

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