Reino Unido lança fundo de R$ 2,9 bilhões para captura e armazenamento de carbono

O governo britânico divulgou no último dia 3 seus planos para tornar o Reino Unido o líder mundial na tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS). Foram apresentados um roteiro de ações e um novo fundo de £1 bilhão (R$ 2,9 bilhões) com esse objetivo.

O Departamento de Energia e Mudanças Climáticas (DECC) afirma que o CCS é a melhor tecnologia disponível atualmente para diminuir as emissões de gases do efeito estufa do setor elétrico do país, altamente dependente do carvão. Além disso, estima que o CCS vai criar um mercado avaliado em  £6,5 bilhões ao ano e possibilitar a geração de 100 mil postos de trabalho até 2020.

“Queremos, em parceria com o setor privado, conquistar a liderança mundial da indústria do CCS, uma tecnologia que pode competir com outras opções de baixo carbono. Assim, nossa geração de energia ficará mais limpa, criaremos empregos e ainda tornaremos o Reino Unido menos dependente de recursos naturais estrangeiros”, afirmou Ed Davey, secretário de Energia e Mudanças Climáticas.

O fundo de £1 bilhão deverá estar disponível a partir de 2016 e promete atender o maior número de projetos possível. A intenção do governo britânico não é custear nenhuma iniciativa por inteiro, mas dar as condições iniciais para que elas saiam do papel.

Além dos recursos do fundo, outros £125 milhões serão destinados nos próximos quatro anos para a pesquisa e desenvolvimento do CCS, incluindo £13 milhões para a criação de um centro de pesquisas na Universidade de Edimburgo.

O roteiro divulgado pelo governo promete também estabelecer uma força-tarefa para estudar a redução de custos da tecnologia.

“Essas medidas somadas representam o maior estímulo à indústria do CCS já realizado por qualquer governo mundial”, declarou Davey.

O anúncio do governo britânico dá mais força à Escócia, que em março divulgou a meta de que todas as suas termoelétricas a carvão devem possuir métodos de captura e armazenamento do carbono instalados até 2025.

Autor: Fabiano Ávila   –   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

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