Morto por um chifre: caça de rinocerontes bate recorde

A WWF deu um alerta sobre a situação dos rinocerontes na África do Sul. De acordo com números oficiais do governo, a caça ilegal desses animais está crescendo exponencialmente. Em 2009 foram registradas 111 mortes, em 2010, o número aumentou 3 vezes, para 333, e, em 2011 foram 448 rinocerontes abatidos, mais um aumento, este de 34% a mais do um aumento de 115 (ou 34%) rinocerontes mortos. Os especialistas temem pelo futuro do animal, principalmente o rinoceronte preto, classificado como em perigo crítico de extinção de acordo com a classificação da IUCN.

A principal causa das mortes de rinocerontes é o valor de seu chifre, que pode chegar a 65 mil dólares o quilo, mais até do que ouro e platina. Esse valor é resultado da superstição asiática nos supostos poderes curativos do pó do chifre, que seria útil desde como afrodisíaco até no combate ao câncer, embora não exista nenhum embasamento científico por trás dessa crença.

A África do Sul é o lar da maior população de rinocerontes do mundo, e apesar da crescente supervisão à caça ilegal, ainda está longe de extinguir a prática. O número de prisões envolvendo caça ilegal cresceu,, mas o país continua convidativo aos caçadores.

 

Mapa da África do Sul – a área em destaque pertence ao Parque Nacional Kruger (na fronteira com Moçambique), local onde ocorreram mais da metade das mortes ilegais de rinocerontes. Foto: South Africa Travel

O principal destino para os chifres dos animais é a Ásia, em especial, o Vietnã – país que já extinguiu seus rinocerontes. Em resposta, a Convenção de Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) intimou o Vietnã a melhorar no combate ao comércio ilegal de partes de rinoceronte.

“Os governos da África e da Ásia devem trabalhar unidos além das fronteiras para acabar  com o comércio ilegal”, disse Morné du Plessis, principal executivo do escritório da WWF (World Wildlife Fund) na África do Sul, que luta pela preservação dos rinocerontes sul-africanos. Um bom exemplo a seguir é o Nepal, que, em 2011, declarou não tipo sequer um rinoceronte morto ilegalmente no seu território.

O Eco
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