Más condições ambientais atingem 77% das famílias chinesas, diz estudo

Uma pesquisa realizada em 2.081 distritos urbanos de grandes cidades e regiões chinesas mostrou que 77% das famílias do país afirmaram já ter sido expostas a algum tipo de ameaça ambiental.

Realizada pelo Centro de Sistemas Integrados e Sustentabilidade (CSIS) da Universidade Estadual de Michigan, a pesquisa ouviu 5.073 chineses sobre seu comportamento com relação à ecologia. O estudo apontou que, quanto mais expostas a problemas ambientais, como poluição e lixos nos rios, mais as pessoas estão propensas a terem atitudes ecologicamente corretas, como reciclagem.

A atitude ecológica mais comum é reutilizar sacolas plásticas de supermercado – 71% dos entrevistados disseram ter este hábito. Já a menos usual é atuar em protestos e ações pró-ambientais, seja na Justiça ou em outro meio. Só 17% das pessoas disseram ter este tipo de comportamento.

Além de citar as atitudes que tomavam, as pessoas responderam sobre o comportamento de família e dos amigos, sobre sua atuação em programas de educação ambiental e outros itens. Os entrevistados tinham que definir os tipos de “ameaças ambientais” a que estavam submetidos.

Os autores da pesquisa, publicada na revista internacional AMBIO, concluíram que as ações que dão resultados diretos quanto ao meio ambiente eram as mais comuns após as pessoas serem expostas a problemas ecológicos.

As “ameaças ambientais” tendem a ser mais determinantes do que o status econômico para identificar comportamentos ecologicamente corretos, afirmou o pesquisadores Xiaodong Chen, que conduziu o estudo.

“Se a população está sendo afetada por condições ambientais ruins, as pessoas com baixo poder aquisitivo vão sacrificar alguns benefícios econômicos para proteger o ambiente em que vivem”, disse Chen para a revista.

O estudo aponta que em 2005 houve cerca de mil protestos por semana relacionados a questões ambientais, na China, número que tende a crescer nos próximos anos.

A pesquisa, feita por amostragem, foi dividida em cinco estratos de regiões, para eliminar amostras repetidas e permitir que pessoas de municípios com tamanhos diferentes pudessem ser ouvidas.

No primeiro estrato, habitantes de 44 distritos urbanos foram entrevistados. No segundo, terceiro e quarto estratos, foram selecionados 175, 611 e 1.136 distritos urbanos para que houvessem as entrevistas. No quinto, 835 distritos foram palco para a pesquisa. No total, 2.801 regiões urbanas da China estavam representadas no estudo, apontam os pesquisadores.

Fonte: G1

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