Japão abandonará geração nuclear de energia em 2040

Todos os 50 reatores nucleares japoneses em atividade serão desligados até o ano de 2040, afirmou o primeiro-ministro Yoshihiko Noda neste fim de semana. Existia a possibilidade de que a data fosse 2030, mas temendo o risco de apagões, o governo resolveu aumentar o prazo em dez anos.

A nova política, batizada de “Estratégia Energética e Ambiental Revolucionária”, promete desligar todos os reatores nos próximos 30 anos, cortar o consumo de eletricidade em 10% e ampliar o uso de fontes renováveis dos atuais 10% da matriz para 30%.

“O que o Japão precisa são políticas decisivas que façam o que é necessário sem atrasos ou procrastinação. Todos os recursos do país estarão voltados para o fim da geração nuclear até 2040”, afirmou Noda.

Antes do acidente de Fukushima, em março de 2011, as usinas nucleares respondiam por 30% da demanda japonesa. Para compensar a saída de toda essa eletricidade, o país está investindo pesado em fontes alternativas, como a solar e a eólica. De acordo com estimativas da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), mais US$ 34 bilhões deverão ser destinados a essas tecnologias em 2012.

Somente no primeiro semestre deste ano, o governo japonês autorizou mais de 33 mil projetos de energia renovável. Destes, 81 são grandes instalações solares com capacidade maior do que 1 megawatt (MW).

Enquanto a geração alternativa não se consolidar, o Japão deve gastar R$ 80 bilhões ao ano na importação de combustíveis fósseis.

“Fukushima lembrou o mundo como a geração nuclear pode ser perigosa. A decisão japonesa envia uma forte mensagem para todos os países que utilizam usinas nucleares”, afirmou Andrew Pendleton, da ONG Friends of the Earth.

A Alemanha também já anunciou que abandonará a geração nuclear, desligando todos os seus reatores até 2022.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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