Indústria fotovoltaica precisa de incentivos

Começou hoje (16), em São Paulo, o congresso Solar Brasil, que tem o objetivo de discutir com profissionais do setor energético em que patamar está e quais as perspectivas para o mercado brasileiro de energia solar. Em uma das apresentações mais contundentes do dia, o diretor do Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos, Leonidas Andrade, disse que apesar de todo o potencial do Brasil nessa área, o governo não incentiva o setor.

“O Brasil é um dos países com maior insolação no planeta, mas a energia solar ainda é cara dentro do contexto local. Ela não é competitiva se comparada à hidroeletricidade e à energia eólica”, lamenta Andrade.

Ainda assim, o diretor acredita que é um equívoco condenar a energia fotovoltaica somente por conta disso. “Há sete anos, a eólica não era competitiva, mas com os incentivos dados pelo Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica) – iniciativa que, além da eólica, também teve objetivo de aumentar a participação da energia elétrica produzida por biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCH) – a previsão é de que em 2020 ela responda por 9% da matriz energética do país (hoje sua participação é de 1%)”, afirma. Segundo ele, com a desoneração da cadeia de valor e financiamentos públicos, a energia solar poderia ganhar mais relevância.

Mesmo com o cenário aparentemente desfavorável, Andrade ressalta que já existem hoje no país cerca de 150 empresas que representam o setor de energia fotovoltaica. Em algumas regiões, segundo ele, o preço da energia gerada por essa fonte é o mesmo do que a vendida por distribuidoras. O problema estaria no alto investimento inicial necessário para se adquirir a tecnologia.
Mas ele ressalta a importância de se começar a investir nesse setor agora,mesmo com o Brasil tendo uma das matrizes mais renováveis do mundo. “A tecnologia precisa ser desenvolvida e isso leva tempo. Se não começarmos já, ficaremos sempre condenados a importar equipamentos”, conclui.

Fonte: Mercado Ético

Indústria fotovoltaica precisa de incentivos

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