Furacões irão se tornar mais frequentes

Quando o Furacão Irene atingiu a costa leste dos EUA no último verão, devastando dezenas de comunidades com enchentes recordes, muitas pessoas disseram que era um daqueles eventos do tipo “um em cada cem anos.” Mas um novo estudo sugere que vai demorar muito menos que isso até que eles ocorram de novo.

Uma equipe de cientistas do MIT e da Universidade Princeton utilizou diversos simuladores de furacões para determinar com qual frequência tempestades poderiam levar a inundações, sob uma variedade de modelos de previsão do clima.

O que eles descobriram torna a “tempestade do século” uma mera hipérbole. De acordo com os cientistas, os efeitos da mudança do clima nos sistemas do tempo podem significar que coisas como o Furacão Irene, antes consideradas raras, aconteçam entre cada 3 a 20 anos.

Para simular a atividade presente e futura em uma região, os pesquisadores combinaram quatro modelos de clima com um modelo específico de furacão. Os modelos combinados geraram 45.000 tempestades sintéticas dentro de um raio de 200 km em torno de Battery Bark, na ponta sul de Manhattan.

Eles estudaram cada modelo do clima sob dois cenários: um condição de “clima atual,” representando de 1981 a 2000, e uma condição de “clima futuro,” para os anos 2081 a 2100, baseados nas projeções futuras de emissões moderadas de carbono do Painel Intergovernamental Sobre a Mudança do Clima (IPCC) da ONU.

Houve alguma variação entre os modelos, mas a equipe descobriu que no geral tempestades intensas vão ser mais frequentes com a mudança do clima, informa oTree Hugger. Estes dados poderão instruir novas políticas de construção de infraestrutura que protejam vidas humanas e propriedades.

Autor: José Eduardo Mendonça

Fonte: Planeta Sustentável

Estudo pode ajudar a cuidar de resiliência || Foto: ©NASA

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