Europa na vanguarda do clima

Em protesto de agosto passado, Greenpeace Alemanha passou o recado ao governo: "Não salve apenas os bancos, salve o clima também" (© Mike Schmidt / Greenpeace)

Num movimento à moda avant-garde, a Comissão Europeia tomou a dianteira nos debates sobre o clima e apresentou, nesta segunda-feira, algumas definições de como a Europa pode aumentar a sua eficiência climática. Em um documento foi consolidada uma série de propostas para reduzir as emissões de carbono até 2020.

No texto, a Comissão oferece alguns caminhos e opções para reduzir as emissões europeias de 20 a 30% e, ao mesmo tempo, resgatar o deficiente mercado de carbono da Europa. A proposta também sugere formas de tornar mais simples para países do centro e do leste europeu o aperfeiçoamento de suas indústrias de produção intensiva de carbono.

O Greenpeace parabenizou as propostas da Comissão, que podem levar a uma nova onda de investimentos verdes e fortalecer economias europeias salvando uma média de 20 bilhões de euros por ano, entre 2016 e 2020, em custos de combustíveis. O Greenpeace acredita que o apoio às ações climáticas da Europa central e do leste é essencial se o continente como um todo quer re-energizar sua luta contra as mudanças do clima.

“No ano passado vimos grandes inundações e incêndios florestais punirem vidas e custarem centenas de bilhões de euros aos cofres públicos. A Europa não pode continuar inerte sendo um fácil alvo climático. Ela precisa avançar e o movimento de hoje pode ser a chave para isso. Esta também é uma oportunidade para cortar os nocivos custos de combustível que minam a nossa força econômica”, disse o conselheiro de política climática do Greenpeace Europa, Joris den Blanken.

Segundo ele, regatar o mercado de carbono europeu vai incentivar os investimentos em energia limpa e outras tecnologias sustentáveis. Os ministros do Meio Ambiente da Europa irão discutir o plano climático no dia 9 de março.

Fonte: Greenpeace

 

 

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