Educativos, bonitos e sustentáveis

Sustentabilidade também virou tema para brinquedos educativos. E tem dado a este mercado tão tradicional curiosas novidades. Entre elas está uma casa de bonecas cheia de engenhocas que desperta interesse até de meninos. No telhado, ela tem placas de energia solar, que funcionam de verdade – carregam baterias e acendem lâmpadas. A construção ainda apresenta em menor escala conceitos modernos de moradia, como reaproveitamento de água, lixeiras recicláveis, plantação com energia eólica, e por fim, uma estufa.

” A grande mudança no mercado de brinquedos educativos vem sendo provocada por grandes empresas estrangeiras, que investiram em maquinário e conseguem misturar materiais como plástico e madeira, que permitem outro tipo de acabamento”, resume Alexandre Freitas Ito, de 32 anos, filho de Altino Ito, fundador da primeira loja de brinquedos educativos de São Paulo, a Trenzinho, que fica em Pinheiros.

São empresas como a canadense Hape, uma das marcas que produzem a casa ecológica. Completa – com mobília, plantação, estufa e todos os acessórios e equipamentos – , ela sai por R$ 1.900. “Mas é possível comprar só a casa e ir equipando aos poucos”, avisa Alexandre. Apenas a estrutura custa R$ 400.

Madeira reflorestada. Outra sensação são os carrinhos Automoblox, da Manhattan Toys, feitos com madeira alemã reflorestada. Com polímeros recicláveis e atóxicos, que não prejudicam a saúde das crianças, eles têm design super detalhado e chamam a atenção pela diversidade de modelos – há do calhambeque ao esportivo.

Como o brinquedo é totalmente desmontável, a criança aprende que o veículo tem, por exemplo, a roda, a calota e o pneu. A calota imita o aço e os pneus são coloridos. Um carrinho desses sai por volta de R$ 208, dependendo do modelo.

“Para ser educativo, não precisa ser ecochato. O brinquedo tem de ser atraente”, diz Sueli Gondim, proprietária da Fábrica, loja na Vila Madalena.

O Estado de São Paulo tem cerca de 200 lojas de brinquedos educativos, mas muitas preferem seguir linha mais tradicional. “No Brasil, 90% dos fabricantes são pequenos artesãos”, diz Costabile Dibiasi, de 67 anos, que presta consultoria no setor. “É um brinquedo feito com amor, muito diferente dos produzidos pela grande indústria.”

Localizada na Praça Vilaboim, em Higienópolis, a Hortelã é uma loja que se especializou em brinquedos de madeira e tecido. “Prefiro os materiais orgânicos. O mesmo brinquedo de madeira nunca vai ser igual. E isso é educativo”, diz a proprietária da loja, Patrícia Faria. “Você ensina as crianças que tudo no mundo tem sua individualidade. E isso é diversidade.”

Fotos:1- Divulgação/ 2- Hape

Fonte: Valéria França/Estado de São Paulo
 
Originalmente publicada em 23/07/2011
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