Cresce preferência pelo manejo ecológico na jardinagem e paisagismo

Produtos derivados da árvore de origem indiana Nim ganham mercado como modelo de controle biológico em projetos paisagísticos e jardinagem residencial

 

A preferência pelo controle biológico de pragas em projetos paisagísticos e jardinagem residencial avança em detrimento ao uso de produtos químicos.

Corte de custos, economia de tempo, ganhos de eficiência e dano zero ao meio ambiente são as principais vantagens do manejo ecológico.

Neste cenário, produtos derivados da árvore de origem indiana Nim – nome científico “neem – Azadirachtina indica” – aumentam sua participação no mercado frente aos defensivos químicos.

Na Índia, as propriedades do Nim são utilizadas na medicina, cosmética, jardinagem, agricultura, entre outras áreas, há mais de quatro mil anos.

Produzidos a partir do princípio ativo extraído das folhas, frutos, cascas, sementes e madeira da árvore indiana, defensivos, antiparasitórios e repelentes à base de Nim combatem as mais variadas pragas existentes nos jardins, como, por exemplo, mosca branca, pulgão, cochonilha, fungos, carrapatos, pulgas, ácaros, bactérias, entre tantas outras, inclusive o mosquito da dengue.

Romina Lindemann, diretora da Preserva Mundi – (www.preservamundi.com.br) -, empresa especializada no cultivo e fabricação de produtos derivados do Nim, explica que o defensivo feito a partir da planta age somente no organismo que pretende destruir, incluindo ovos e larvas, sem incidir sobre outros seres benéficos à manutenção correta dos ecossistemas. “O óleo de Nim é inofensivo para abelhas e borboletas, por exemplo.”

Segundo Lindemann, pelo seu “dna” livre de moléculas químicas, os produtos derivados do Nim são atóxicos ao homem e animais, bem como biodegradáveis. Instituições como Embrapa, Unicamp e UFPR já atestaram a confiabilidade do Nim, realçando que ele pode combater mais de 400 tipos de pragas.

A Preserva Mundi fornece defensivos naturais para clientes na área de paisagismo e jardinagem espalhados por todo o Brasil. Um dos destaques é a Burle Marx, empresa do Rio de Janeiro, que usa o Nim na manutenção de seus projetos.

Por sua vez, a La Vie Paisagismo, empresa paulistana que desenvolve projetos de jardins há 14 anos, vem gradativamente trocando os produtos químicos pelos defensivos à base de Nim.

“O controle biológico tem sido uma exigência dentro do paisagismo não só por motivos ecológicos mas também por economia”, afirma João Hilário, sócio da La Vie Paisagismo.

“Por isso, estamos usando o Nim no combate às pragas. O manuseio de produtos químicos é muito difícil, exige uma série de cuidados, é caro, sem falar nas dificuldades para a manutenção dos jardins e com o descarte dos resíduos. Muito em breve, esperamos não precisar usá-los mais.”

 

Preserva Mundi

Localizada na cidade de São João de Pirabas (PA), a cerca de 200 km de Belém, a Preserva Mundi cultiva, há cinco anos, uma plantação orgânica, certificada pela empresa suiça IMO Control, com mais de 160 mil árvores de Nim. Dentro de um modelo de negócios vertical, a empresa também industrializa os produtos derivados da planta.

Segundo Lindemann, a região Norte foi a escolhida porque tem temperatura e umidade – similares à Índia -, que favorecem o plantio e desenvolvimento do Nim.

Soma-se às vantagens econômicas e ambientais do Nim, o fato da produção da Preserva Mundi ser feita em parceria com comunidades ribeirinhas locais, colaborando para geração de emprego e renda na região.

“Desta maneira, incorporamos a sustentabilidade na estratégia de negócios, já que abarcamos de modo equilibrado na nossa atividade as questões financeiras, ambientais e sociais”, conclui Lindemann.

 

 

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Ronaldo Luiz

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