Baleias jubarte passam “lua de mel” no Brasil

Todo mundo tem um lugar onde se sente mais seguro, não é mesmo? E as baleias jubarte(Megaptera novaeangliae) não são diferentes. Já virou tradição: todos os anos, depois de passarem cerca de três meses se alimentando nas águas daAntártida, a maioria delas vem para o Brasil a partir de julho – em uma longa viagem que dura cerca de 60 dias -, para encontrar com outras baleias da sua espécie e se reproduzir.

Aqui, elas se sentem mais seguras, porque a água é mais quentinha – tem cerca de 25ºC, contra 4ºC na Antártida – e também mais tranquila, já que as ondas são bem menores e a quantidade de predadores, como a orca, também é pequena.

Mas, ainda que o ambiente ajude, conquistar uma fêmea jubarte não é tarefa fácil, sabia? Os pretendentes têm que se dedicar. Isso porque os machos interessados formam um grupo competitivo, que fica nadando em volta de sua “amada”, para no final da conquista ela escolher, apenas, um namorado para acasalar. Para se destacar nessa disputa, os machos fazem de tudo: cantam, saltam e até se batem. Não precisava chegar a tanto, não é mesmo?

Em meados de novembro, é hora de voltar para a Antártida para se alimentar –sabia que todo o tempo que passam no Brasil e, também, durante a viagem de ida e volta as baleias não comem nada? Haja tamanho para estocar os alimentos no estômago, né?.

Em julho, começa tudo de novo: as baleias se preparam para retornar ao Brasil para a próxima “lua de mel”. As fêmeas que engravidaram na última temporada de reprodução vão junto, mas, dessa vez, para dar à luz filhotes. É por isso que o Brasil – e, principalmente, a região de Abrolhos, que é a preferida das baleias dessa espécie – é conhecido como o maior berçário de jubartes do Atlântico Sul Ocidental.

NENHUMA BALEIA É IGUAL
O que diferencia um ser humano do outro é a impressão digital, certo? Pois também tem uma maneira de distinguir as jubartes: pela cauda. De acordo com biólogos do Instituto Baleia Jubarte* – projeto que visa pesquisar e proteger esse mamífero, com patrocínio da Petrobras e parceria de empresas como a Fibria -, não existem duas caudas iguais, entre as baleias dessa espécie.

E mais: muitas delas têm marcas de mordidas de orca e tubarão-charuto – seus principais predadores – espalhadas pelo corpo, o que também acaba ajudando os biólogos na hora da identificação. Curioso, não?

Ficou a fim de ver uma baleia jubarte ao vivo? O turismo de observação é muito comum no Brasil entre julho e novembro, quando elas estão pelo nosso litoral. Várias empresas oferecem passeios de barco que chegam bem perto do local onde as baleias jubarte ficam, mas sempre cumprindo as normas de avistagem estabelecidas pelo Ibama. Pela lei, as embarcações de turismo só podem chegar a 100 metros do animal. Assim, os turistas conseguem enxergá-los, mas sem invadir seu espaço, garantindo seu bem-estar. No fim, todos ficam felizes!

Fonte: Meu Planetinha

Baleias jubarte passam "lua de mel" no Brasil

Baleias jubarte passam “lua de mel” no Brasil

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