Astro Boy e Turma da Mônica Jovem se unem em defesa da Amazônia

Turma da Mônica Jovem com personagens do japonês Osamu Tezuka, o pai do mangá, reunidos em aventura que vai proteger a floresta amazônica de atividades madeireiras ilegais. (Foto: Divulgação) // Maurício de Sousa durante visita à Amazônia, em 2006. Imagens reproduzidas na nova publicação foram inspiradas em trechos da floresta existentes na divisa do Amapá com o Pará, na região do Rio Jari. (Foto: Divulgação)

A defesa da Amazônia tomou conta dos quadrinhos. A Turma da Mônica Jovem, criação do quadrinista brasileiro Maurício de Sousa, vai se unir a personagens clássicos do mangá japonês como Astro Boy, Kimba (o leão branco) e Safiri (de A Princesa e o Cavaleiro), obras de Osamu Tezuka, considerado o “pai do mangá”, para combater madeireiros e alertar para a preservação da floresta.

O projeto idealizado no final da década de 1980 pelos dois autores, antes da morte de Tezuka, ficou guardado por 23 anos e agora ganhará as páginas de uma edição especial que será publicada em fevereiro. Uma prévia da revista “Turma da Mônica Jovem”, edição 43, poderá ser vista a partir do dia 26 de janeiro nas bancas.

Em formato mangá, com ilustrações em preto e branco, Mônica, Magali, Cascão e Cebola (e não mais Cebolinha, já que ele e os demais personagens são adolescentes) vão enfrentar madeireiros e combater a biopirataria na Amazônia com a ajuda dos astros japoneses.

“Eles (os personagens) vão à região para estudar a floresta, mas acabam encontrando coisas esquisitas acontecendo. Os desenhos japoneses aparecem então para auxiliar na investigação deles. É uma boa história”, disse o autor Maurício de Sousa em entrevista ao Globo Natureza. “Mas não posso contar mais nada”, complementou.

Segundo o quadrinista, a realização de um material que envolvesse uma das principais florestas tropicais do mundo foi um pedido de Tezuka.

“Alguns japoneses me falavam sobre a preocupação que tinham com a Amazônia. Me envergonhei na época, porque realmente não conhecia a floresta. Até que em 2006 viajei para a região do Rio Jari (na divisa do Amapá com o Pará) e lá busquei inspiração para os cenários que são pano de fundo da aventura”, afirma.

“Fiz outras viagens depois disso com a intenção de me inspirar a criar um personagem indígena, mas que tenha a cara da Amazônia. Ainda não cheguei ao fim deste projeto”, disse Maurício, que já desenhou o índio Papa-Capim, que segundo ele, foi inspirado na população indígena que vive em aldeias da Bahia.

Chico Moço e Rio+20
O autor deve aproveitar a realização da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho no Rio de Janeiro, para lançar o personagem Chico Moço, que nada mais é o famoso “caipira” Chico Bento na fase adolescente.

As histórias que envolvem o personagem terão relação com o meio ambiente. “Queremos direcionar esta publicação às pessoas do interior do Brasil. Vamos abordar a questão do desenvolvimento sustentável, de como é importante prosperar o interior e evitar a migração para as regiões urbanas. Estamos conversando com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), além de ONGs para concluirmos o projeto”, disse.

Fonte: G1 Natureza

 

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