Analistas do HSBC apontam riscos para a economia verde em 2012

As incertezas políticas e as disputas comerciais são os grandes obstáculos para o crescimento da economia de baixo carbono em 2012, acreditam analistas do HSBC.

“O desenvolvimento da economia limpa global passa pelos resultados das eleições nos Estados Unidos, França, Japão e Rússia”, afirma uma nota divulgada nesta segunda-feira (9) pela instituição financeira.

Os analistas entendem que as decisões firmadas na Conferência do Clima de Durban (COP17) dependem de como os futuros líderes dessas potencias encararão as mudanças climáticas.

Apesar de destacar o perigo das eleições norte-americanas resultarem em um congresso ainda mais conservador, o HSBC acredita que o pleito francês é mais relevante para as empresas de tecnologias limpas.

“A oposição ao presidente Sarkozy, que consiste de partidos socialistas e verdes, está propondo cortes ambiciosos no consumo da energia nuclear, pedindo inclusive o fechamento de 24 dos 58 reatores do país. Isto pode representar uma grande vitória para as fontes renováveis”, afirma a nota.

Entre as disputas comerciais que podem frear o crescimento da economia verde estão a polêmica entrada do setor da aviação no mercado de carbono europeu e a briga entre empresas de energia solar norte-americanas e chinesas.

“Estas batalhas são importantes por si mesmas, mas, além disso, devem definir o tom para a COP18 no Qatar em novembro”, explicam os analistas.

Outro ponto importante de 2012 de acordo com o HSBC será a Rio+20, em junho, que pode “providenciar maneiras criativas para os investimentos em preservação ajudarem a recuperação econômica mundial”.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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