Amazônia para todos

Fazia muitos anos que eu não vinha para o interior da Amazônia. Tempo demais.

Apesar de trabalhar no Greenpeace há quase três anos e, antes disso, cobrir o desmatamento para o jornal “O Estado de S.Paulo”, primeiro a maternidade e depois uma avalanche de trabalho no escritório me seguraram nas cidades.

Até que hoje, com a saída do navio Rainbow Warrior do porto de Santarém, eu senti que estava de volta. Estamos agora navegando pelo Rio Amazonas, imenso e barrento. Lá no fim do horizonte, as árvores de 20 metros de altura parecem minúsculas. Aqui neste ponto, o rio tem 3,5 quilômetros de largura. Em uma das margens, a chuva deixa o céu todo riscado. A sensação de estar aqui é maravilhosa.

Os brasileiros sentem muito orgulho de sua floresta. Com razão. É um lugar único.

Antes de partirmos, cruzamos com um cruzeiro europeu em Santarém. Turistas que vieram conhecer as belezas da Amazônia. Todos, brasileiros e estrangeiros, deveriam ter a possibilidade de vir até a Amazônia e vê-la de perto, ver o rio, ver a chuva.

Espero que possamos ter a lei do desmatamento zero em breve, para que todos possam aproveitar a floresta agora e sempre.

Autor: Cristina Amorim – a bordo do Rainbow Warrior

Fonte: Greenpeace

Lááááá no fundo, a 2,5 km do navio, está a floresta (©Greenpeace/Cristina Amorim)

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