Técnicas de plantio para evitar os gases poluentes da atmosfera

Com o objetivo de permitir que produtores adotem cada vez mais processos tecnológicos que neutralizem as consequências dos gases de efeito estufa gerados pelas atividades agropecuárias, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilizou no Plano Agrícola e Pecuário deste ano um pouco mais de R$ 3 bilhões para o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

Uma das opções incentivadas pelo Programa é o Plantio Direto na Palha. A técnica, considerada uma ferramenta da agricultura conservacionista, consiste na semeadura diretamente na palhada da cultura anterior, ou seja, sem revolver as camadas do solo com arados e grades. O revolvimento do solo ocorre apenas na cova ou sulco de semeadura ou plantio. Nesse sentido, é fundamental o uso de modelos de produção diversificados com rotação, consorciação ou sucessão de culturas, além de plantas de cobertura com adequada produção de palhada.

Nas condições do Cerrado, por conta das temperaturas elevadas e da radiação solar intensa, a taxa de decomposição dos restos vegetais é alta, tornando-se um desafio para o produtor manter a palha na superfície do solo. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Arminda Moreira, como nessa região a estação seca é prolongada, torna-se necessária a utilização de cultivares precoces, para que se possa realizar uma safra seguida de safrinha em condições de sequeiro. Assim, além de aumentar a rentabilidade, a cobertura vegetal também é mantida por mais tempo e, por consequência, a cobertura de solo é favorecida, reduzindo processos de erosão eólica e hídrica.

O Sistema Plantio Direto requer uma série de processos tecnológicos, que vão além do ato de semear sem revolver o solo. Para que esse sistema seja sustentável, é fundamental um bom manejo do solo associado às práticas conservacionistas de caráter mecânico, como cultivo em contorno e terraços, que visam não apenas o controle da erosão, mas, principalmente, a conservação da água, diminuindo seu escorrimento superficial e favorecendo sua infiltração no solo e abastecimento dos lençóis freáticos. Dessa forma, o Sistema Plantio Direto proporciona impactos positivos em atributos químicos, físicos e biológicos do solo, contribuindo para a redução dos processos de degradação do solo, da água e da atmosfera.

De acordo com José Carlos Cruz, pesquisador da área de fitotecnia da Embrapa Milho e Sorgo, “o milho safrinha é definido como milho de sequeiro cultivado extemporaneamente, de janeiro a abril, quase sempre depois da soja precoce, na região Centro-Sul do Brasil e envolvendo basicamente os estados do Paraná, de São Paulo, de Goiás, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e, mais recentemente, de Minas Gerais”. Fonte : BIOMATRIX_EMBRAPA /

 

Fonte :  da redação do Nordeste Rural

 

 

 

 

 

 

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