Sinal vermelho para os carros

Conheça exemplo de políticas públicas que melhoraram trânsitos de várias cidades

Engarrafamentos não acabam apenas com sua paciência, tempo e qualidade de vida, mas também ajudam a deteriorar o Meio Ambiente. Segundo 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, no Brasil, o setor de transportes é o que mais causa impactos na qualidade do ar, e 90% de suas emissões de gases poluentes, como o CO2, vêm dos carros. A boa notícia é que existem exemplos em outros países que ajudaram a desacelerar a influência dos automóveis na poluição.

Aliado a sistemas de transportes coletivos eficientes, vários países europeus utilizaram, simultaneamente, táticas de punição a quem insistia em abusar dos carros e recompensa para quem os abandonava.

Na Alemanha, há descontos a quem usa com frequência o transporte público, mas também há restrições, em cidades como Munique, a prédios novos, que, em algumas áreas da cidade, não podem sequer ser erguidos com garagem. Na última década, outras cidades como Londres e Nova York adotaram pesados pedágios para quem chega ao centro de carro. A tática foi inaugurada em Cingapura em 1975. Nos anos seguintes à implantação do pedágio do país asiático, a demanda por transporte público aumentou 63% e os engarrafamentos diminuíram 47 %.

Na opinião do Mario Montavani, diretor do SOS Mata Atlântica, o Brasil, onde já há 6,9 habitantes por carro, se virá obrigado a tomar medidas mais enérgicas para restringir os carros nas grandes cidades. “Aqui o carro ainda é um símbolo de status muito forte. A situação vai ficar impraticável e teremos que adotar o sistema de multas e mudanças de cultura, como incentivar o ‘home office’, opina.

Chineses apelam para rodízio ‘paulista’ e sorteio

Um dos países que mais sofrem com a poluição urbana, a China colocou em prática este ano uma das táticas mais curiosas para se diminuir o trânsito: quem morar em grandes cidades e quiser adquirir um carro novo tem que entrar numa espécie de sorteio. A lei enfureceu a população, já que as chances de conseguir comprar o automóvel chega a ser de 1 para 17, em Pequim.

A cidade, que desde 2008 adotou um sistema de rodízio de placas de carros que podem rodar a cada dia, como São Paulo, está empatada com a Cidade do México como dona do pior trânsito do mundo, segundo levantamento de 2010 da IBM. Segundo a pesquisa, São Paulo tem o pior trânsito do Brasil, ocupando a 5ª posição.

Fonte: JOÃO RICARDO GONÇALVES / O DIA

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