Sem usinas nucleares, Alemanha pode emitir 500 milhões de t de CO2 a mais

Indústria de energia renovável será a principal beneficiária da mudança

A decisão do governo alemão de acelerar um plano para desligar todas as usinas nucleares pode ser a maior responsável por um aumento nas emissões de CO2 da União Europeia. A primeira-ministra Angela Merkel anunciou em 30 de maio que o maior emissor da Europa desligará todas as usinas até 2022, cerca de 10 anos antes do previamente planejado, o que provavelmente aumentará a emissão de dióxido de carbono à medida que a geração terméletrica sobe.

 

De acordo com diferentes analistas, o plano da Alemanha de desligar oito reatores ociosos e fechar outros nove nos próximos 11 anos irá aumentar as emissões no mercado europeu de carbono em até 435 milhões de toneladas, ou 2,4%, ao longo dos próximos nove anos.

Ao mesmo tempo, um aumento de 25% no preço do gás aumentaria o CO2 em cerca de 500 milhões de toneladas até 2020.

Em notas separadas, a britânica Matrix Corporate Capital LLP e o banco francês Société Générale disseram que a indústria de energia renovável seria a principal beneficiária da mudança na política alemã.

Analistas da Matrix escreveram que o fechamento das usinas nucleares significa que o país terá de substituir cerca de 140 TWh (terawatt-hora, um bilhão de kilowatts-hora), ou 20% de seu consumo de energia, com fontes que não emitem CO2, de modo a reduzir as emissões de 2020 em 40% em relação aos níveis de 1990, meta re-confirmada pelo governo. Cálculos de agência ambiental do governo mostraram que quase metade da meta (18%) foi atingida já em 2005.

*Com informações da Thomson Reuters Point Carbon

 

 

Foto: Patricia Patriota Palma / Local: São Jorge, GO

Foto: Patricia Patriota / Local: São Jorge, GO

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