Países emitem declaração temendo confrontos na temporada de caça as baleias

Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Holanda divulgaram uma declaração conjunta pedindo que ativistas e a frota baleeira japonesa evitem a repetição de conflitos violentos na próxima temporada de caça.

O alerta cita riscos de morte e ferimentos nos confrontos, temendo por seus próprios cidadãos embarcados em direção à Antártida.

“Pedimos responsabilidade aos comandantes das embarcações envolvidas nestas ações no Oceano Austral, garantindo que a segurança da vida humana no mar esteja no topo das prioridades”, disse a carta.

“Continuamos firmes contra a caça comercial de baleias, incluindo a caça para fins ‘científicos’, em especial no Santuário das Baleias no oceano austral estabelecido pela Comissão Internacional da Baleia, e estamos decepcionados com a recente partida da frota baleeira japonesa. Neste contexto, queremos enfatizar que técnicas letais não são necessárias no manejo e conservação das baleias”, reforça o documento.

O Japão anunciou o regresso às águas da Antártida a partir de dezembro para caçar. Mas desta vez, a frota baleeira deixou o porto escoltada por um barco da Agência Japonesa de Pesca para proteção contra os navios ecologistas. O custo dessa escolta será de US$ 30 milhões e está sendo financiado a partir do fundo de alívio para as vítimas do tsunami. O governo japonês justifica o gasto afirmando que a indústria baleeira é importante para toda a região atingida pela onda gigante.  

Em outubro, sessenta e três entidades da América Latina e Caribe enviaram um requerimento solicitando a seus governos a adoção de medidas oposicionistas frente à próxima temporada de caça ‘científica’ de baleias pelo Japão no Oceano Austral.

Medidas diplomáticas e de rechaço à dita caça para fins ‘científicos’, realizada na realidade com caráter comercial pelo Japão, é o que desejam as organizações que trabalham com conservação marinha na região, segundo a carta entregue a 14 países do Grupo Buenos Aires, entre eles o Brasil (Leia mais).

No ano passado a Austrália entrou com queixas contra a caça ‘científica’ japonesa no tribunal de Haya e uma decisão é esperada para 2013.

Confrontos

A Sea Shepherd mobiliza há anos várias embarcações para seguir a frota japonesa, utilizando cordas para bloquear as hélices dos navios japoneses e colocando-se entre estes e as baleias. A organização garante ter conseguido evitar a morte de 2.781 animais nas sete campanhas anuais na Antártida.

O balanço da temporada passada foi o seguinte: o navio Ady Gil da ONG foi afundado em uma colisão com um navio japonês e a frota baleeira nipônica voltou para casa com menos de um quinto da sua cota.

Neste ano, as ações foram batizadas de ‘Operação Kamikaze’ e devem ser ainda mais intensas, com três navios somando 88 pessoas.

Além disso, a Sea Shepperd ganhou o reforço de Sean Connery, que entrou para o grupo de conselheiros da ONG.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

Sea Shepherd

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