Obama e indústria automobilística fecham acordo que pode cortar pela metade emissões de veículos

Meta é fazer com que os veículos americanos passem a rodar, em média, 23,2 quilômetros por litro até 2025

A tecnologia híbrida já chegou na Europa,Japão e pode chegar no Brasil

O presidente Barack Obama e as fábricas automotivas anunciaram nesta sexta, 29, um acordo desenhado para economizar o dinheiro que os americanos gastam nas bombas de gasolina e reduzir drasticamente gases do efeito estufa provenientes de escapamentos.

O anúncio foi feito durante a maior queda de consumo de combustível desde os anos 1970. Pelo acordo, as empresas se comprometem a possibilitar o aumento da quilometragem rodada por litro de combustível, que hoje é, em média, de 11,5 km/l.  A meta é fazer com que os veículos americanos passem a rodar, em média, 23,2 km/l  até 2025. As mudanças nos automóveis dos EUA deverá começar nos modelos lançados a partir de 2017.

“Este acordo sobre os padrões de consumo de combustíveis representa um degrau importante que a nação tomou para reduzir nossa dependência do petróleo estrangeiro”, afirmou o presidente americano Barack Obama em um palco que dividiu com os executivos mais importantes das maiores empresas automotivas diante de uma plateia responsável por alguns dos carros mais avançados que rodam hoje pelas estradas americanas.

“Assim como os carros irão mais longe com menos gasolina, nossa economia irá mais longe com um barril de petróleo”, disse o presidente.

Se atingida, a meta de 23,2 quilômetros por litro vai reduzir o consumo de petróleo dos carros americanos em 40% e cortar pela metade a quantidade de gases de efeito estufa que sai dos escapamentos.

Para as famílias americanas, o presidente afirmou que o acordo, que será objeto de uma revisão mais para frente, significa que terão de encher o tanque a cada duas semanas, ao invés de fazê-lo toda semana, o que representaria economia de US$ 8 mil (R$ 12.400) em custos com combustível durante a vida útil de um veículo.

O acordo foi menos do que esperavam os ambientalistas e aqueles que advogam a favor da saúde pública, mas mais do que as Três de Detroit (as grandes da indústria automobilística) desejavam. Em uma carta para o presidente na última semana, legisladores de Michigan chamaram a proposta de “altamente agressiva” depois das montadoras dizerem que trabalhariam para aumentar a meta de 18,1 para 19,85 quilômetros por litro. Os grupos ambientalistas, no entanto, haviam pressionado para que a média de quilometragem por litro ficasse em 26,4 até 2025.

Quando as novas normas entrarem em vigor, o governo espera que os híbridos movidos a gás e eletricidade sejam metade da linha dos veículos novos, com os veículos elétricos respondendo por cerca de 10% da frota.

Atualmente, os veículos híbridos e elétricos juntos perfazem menos de 3% das vendas de veículos dos EUA, segundo a JD Power e Associados. Os novos critérios também podem forçar as empresas automobilísticas a se livrarem de alguns modelos menos eficientes ao tentar aumentar a milhagem de suas linhas. Mas isso depende da rapidez com que a nova tecnologia pode ser desenvolvida.

O vice-presidente da Nissan, Scott Becker, disse em comunicado que a administração Obama tem metas de redução de gases de efeito estufa e de economia de combustível extremamente desafiadoras, mas que a empresa está “à altura da tarefa.”

Em dezembro de 2010, a Nissan introduziu o LEAF, primeiro carro 100% elétrico do mundo para o mercado de massa.

Fonte : ESTADÂO

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