Milhares marcham contra mudanças climáticas

Manifestantes foram à sede da COP-17, em Durban, para entregar documento aos organizadores

Milhares de pessoas marcharam rumo à sede da COP-17 em Durban para exigir aos líderes das negociações ações mais decididas contra as mudanças climáticas.

Segundo os organizadores, foram cerca de 20 mil pessoas. Nas estimativas da polícia, os manifestantes não passaram de seis mil.

Grupos de ecologistas, sindicatos, organizações religiosas e defensoras dos direitos civis convocaram a manifestação contra o aquecimento global.

A marcha, que contou com representantes de organizações como Greenpeace, W
World Wildlife Fund (WWF) y Oxfam, partiu da Universidade Tecnológica de Durban, e transcorreu de forma pacífica até o centro de conferências de Durban, local das negociações oficiais.

Os manifestantes entregaram um memorando com as demandas por uma “justiça climática” aos responsáveis pela COP-17, que acontece até o dia 9 de dezembro.

Escoltada por um forte esquema de segurança policial, a secretária-executiva da convenção, a costa-riquenha Christina Figueres, e a presidente da COP-17, a ministra sul-africana Maite Nkoana-Mashabane, saíram do centro de convenções e se reuniram na rua com os manifestantes e receberam o documento com as demandas dos ativistas.

Ambas subiram no caminhão da organização para se dirigir aos manifestantes, que levavam cartazes com o lema “Pare a mudança climática”.

“Estou aqui como presidente da COP-17 para dizer que vamos ler o documento com muita atenção porque a sociedade civil é um importante componente da COP. Queremos nos certificar de que os países escutem suas demandas como nós temos escutado”, disse a ministra.

Figueres, por sua vez, assegurou estar pedindo aos países que façam mais. Ela ainda agradeceu os manifestantes por levar as demandas da população de Durban e das pessoas no mundo todo.

Os organizadores, por sua vez, pediram que elas fizessem mais. “Não temos outra opção a não ser ir às ruas, porque esta COP não nos representa. Se assim fosse, eles teriam se sentado conosco para ouvir nossas demandas. Agora é o momento de tomar nossas próprias decisões”, disse à Efe Bandile Mdladose,
Secretária-geral do movimento Abahlali, e uma das porta-vozes da marcha.

Após a parada na frente da sede do encontro, a manifestação seguiu até a orla marítima da cidade, onde estão previstos concertos e atividades lúdicas.

A COP-17 entra nesta segunda-feira, 6, na semana definitiva com a chegada gradual dos chefes de Estado e de Governo, além dos ministros. Os representantes de alto nível discutirão a renovação do Protocolo de Kyoto de redução de emissões de gases que levam ao efeito estufa, que expira em 2012.

EFE

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