Lixo no pier da Praça XV mostra que despoluição da Baía de Guanabara ainda é sonho distante

O Globo, com a colaboração do leitor Felipe Feijó

RIO – Até 2016, será preciso correr mais do que em uma maratona para deixar o Rio da forma que foi prometida às autoridades olímpicas. Uma das principais promessas do governo do Estado, a despoluição da Baía de Guanabara ainda não vingou. Como mostra o leitor Felipe Feijó, as margens estão muito poluídas nas proximidades da Praça XV, no Centro – o que demandará um esforço hercúleo para a limpeza.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) diz que recolhe o lixo da Baía de duas a três vezes por semana com a ajuda de catadores, além de gerenciar as ‘ecobarreiras’ em rios afluentes. O órgão reconhece, porém, que a quantidade de material recolhido é ínfima em relação ao que é jogado nas águas.

Segundo o Inea, o despejo doméstico é o maior responsável pela poluição na Baía, e não o lixo industrial. De acordo com dados do órgão, 745 toneladas de detritos foram filtradas nas ‘ecobarreiras’ dos rios em fevereiro. Destas, somente 50 toneladas foram para a reciclagem, pois o resto eram materiais não aproveitáveis, como eletrodomésticos e móveis.

Gelson Serva, coordenador do Programa de Saneamento da Baía de Guanabara da Secretaria Estadual do Ambiente, explica que as operações do projeto de despoluição devem ser iniciadas entre setembro e outubro. Ele ressalta, no entanto, que há outro projeto do governo estadual que já tem sido posto em prática, o Pacto pelo Saneamento, que consiste em ações para ampliar alternativas de deposição do lixo, intensificar a fiscalização e reforçar planos de educação ambiental.

Foto: Felipe Feijó/ Eu-Repórter - O Globo

Foto: Felipe Feijó/ Eu-Repórter - O Globo

http://oglobo.globo.com/participe/mat/2011/05/09/lixo-no-pier-da-praca-xv-mostra-que-despoluicao-da-baia-de-guanabara-ainda-sonho-distante-924413576.asp

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