Instituto Baleia Jubarte recebe prêmio pela luta pela biodiversidade

A baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), também chamada baleia corcunda ou preta, pertence a família Balaenopteridae e é conhecida por seu temperamento dócil, pelas acrobacias que realiza (saltos, exposição de cabeça e nadadeiras, etc.) e por um desenvolvido sistema de vocalização.  Uma característica marcante da espécie são as nadadeiras peitorais extremamente longas, que atingem quase 1/3 do comprimento total do corpo. As fêmeas, um pouco maiores que os machos, podem alcançar 16 m de comprimento e pesar 40 toneladas. Quando em fuga deslocam-se a velocidades de até 27 km/h.  As jubartes realizam migrações sazonais entre áreas de alimentação em altas latitudes, e área de reprodução e cria em regiões tropicais.  No Atlântico Sul Ocidental, a principal área de reprodução desta espécie é o Banco dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Nos meses de julho a novembro, estas baleias procuram as águas quentes, tranquilas e pouco profundas de Abrolhos para acasalar e dar à luz a um único filhote, que nasce após uma gestação de aproximadamente 11 meses.  A caça indiscriminada reduziu drasticamente quase todas as populações de baleias do planeta. As baleias jubarte, cuja população mundial antes da caça era cerca de 150.000 indivíduos, hoje está estimada em quase 25.000 baleias distribuídas em todos os oceanos. Elas se encontram na Lista Ofícial de Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA. Foto :

A baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), também chamada baleia corcunda ou preta, pertence a família Balaenopteridae e é conhecida por seu temperamento dócil, pelas acrobacias que realiza (saltos, exposição de cabeça e nadadeiras, etc.) e por um desenvolvido sistema de vocalização. Uma característica marcante da espécie são as nadadeiras peitorais extremamente longas, que atingem quase 1/3 do comprimento total do corpo. As fêmeas, um pouco maiores que os machos, podem alcançar 16 m de comprimento e pesar 40 toneladas. Quando em fuga deslocam-se a velocidades de até 27 km/h. As jubartes realizam migrações sazonais entre áreas de alimentação em altas latitudes, e área de reprodução e cria em regiões tropicais. No Atlântico Sul Ocidental, a principal área de reprodução desta espécie é o Banco dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Nos meses de julho a novembro, estas baleias procuram as águas quentes, tranquilas e pouco profundas de Abrolhos para acasalar e dar à luz a um único filhote, que nasce após uma gestação de aproximadamente 11 meses. A caça indiscriminada reduziu drasticamente quase todas as populações de baleias do planeta. As baleias jubarte, cuja população mundial antes da caça era cerca de 150.000 indivíduos, hoje está estimada em quase 25.000 baleias distribuídas em todos os oceanos. Elas se encontram na Lista Ofícial de Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA. Foto : Do Instituto Baleia Jubarte

 Famoso pela luta em prol do mamífero que leva seu nome, o Instituto Baleia Jubarte recebeu o Prêmio Muriqui por sua atuação em defesa da biodiversidade marinha. O prêmio, concedido pelo Conselho Nacional Reserva da Biosfera da Mata Atlântica desde 1993, é um das mais importantes homenagens às ações ambientais do Brasil.

O Instituto foi reconhecido pelos resultados do Projeto Baleia Jubarte, que realiza estudos de comportamento da espécie, foto,identificação, genética, gravações do canto, registro e resgate de encalhes. Desde o início de suas atividades, há 15 anos, o projeto conta com apoio do Programa Petrobras Ambiental.

A iniciativa também promove a conscientização de moradores e turistas de regiões do Sul da Bahia.

“O reconhecimento é prova de que estamos no caminho certo, conquistando cada vez mais espaço à nossa causa, de conservar as baleias jubarte, sensibilizando a sociedade para o tema que reflete também o cuidado com a biodiversidade marinha”, afirmou a presidente do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, após receber o prêmio.  Por _ Leila Sousa Lima _O Dia

História do Projeto 

Depois de ter sido criado o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, em abril de 1983, pesquisadores notaram ali a presença de uma das espécies de grandes baleias mais ameaçadas de extinção, a baleia jubarte.Para o desenvolvimento de pesquisas e o monitoramento desta população, foi criado em 1988.

 Desde aquela época dados científicos importantes para a pesquisa da espécie têm sido obtidos e compilados, como o número da população de baleias cantoras, o registro fotográfico de suas caudas que são como as impressões digitais de cada uma delas, seus hábitos e até um banco de DNA de baleias jubarte desta área que é conhecida como a principal concentração reprodutiva da espécie no Oceano Atlântico Sul Ocidental.

Além de realizar pesquisas sobre o comportamento das baleias e a interação destes animais com barcos de turismo da área, o Instituto Baleia Jubarte trabalha ainda com educação ambiental para a conscientização de turistas e comunidade em geral. Mostra a importância da preservação das baleias e seu valor ecológico. Outra missão é transmitir aos representantes políticos, empresários e população local, a importância cultural e econômica destes animais, enfocando o desenvolvimento sustentável da região por meio do turismo para a observação de baleias.

A sede do instituto fica na praia do Kitongo – Caravelas (BA), vizinha à sede do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. No centro de Caravelas está situada a sede administrativa do Instituto Baleia Jubarte onde funciona também uma pequena loja para venda de souvenirs – camisetas, adesivos, DVDs, posters, etc – cuja renda reverte diretamente para a manutenção e desenvolvimento das atividades do instituto. Lá são exibidos vídeos e realizadas palestras aos visitantes com o objetivo de divulgar e esclarecer a respeito do meio ambiente da região, do instituto e de seus projetos.
Instituto Baleia Jubarte.

Foi criado em abril de 1996, como  organização não-governamental sem fins lucrativos.  com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento das atividades de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte e de outras iniciativas para melhorar a qualidade de vida das comunidades litorâneas desta região, como, por exemplo, o Programa de Educação e Informação Ambiental e o Projeto de Gerenciamento Costeiro Integrado.

O instituto abriga também o Projeto Boto Sotalia do Sul da Bahia, que começou a operar em abril de 2002 por causa de indícios de populações de botos cinza (Sotalia guianensis) em uma área nunca antes estudada, equivalente a 135 km de costa, compreendida entre os municípios de Nova Viçosa e Caraíva, na Bahia. O Projeto Boto nasceu também da necessidade de monitoramento da espécie em relação aos possíveis impactos causados pela construção de um porto e operação de barcaças de transporte de eucalipto no rio Caravelas.

A equipe do Instituto Baleia Jubarte é formada por nove pessoas entre biólogos, oceanógrafo, fotógrafo, técnicos em educação ambiental e equipe administrativa. Os recursos para a realização dos projetos são obtidos com os patrocínios. Mas estes recursos são insuficientes. Há necessidade de complementá-los com venda de material de divulgação, como camisetas, adesivos, chaveiros, bonés e, também, de doações.
Os principais apoiadores do instituto são a Pantanal Linhas Aéreas, aAbrolhos Turismo, a Conservation International e o International Fund for Animal Welfare (IFAW). Conta também com o patrocínio oficial da BR Distribuidora (Petrobras).

Por Sylvia Strella _em “como funciona o Projeto Baleia Jubarte”_ UOL

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